quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Policial alemão é suspenso por fazer sexo dentro de igreja

Agente de 26 anos foi flagrado com mulher em templo. Policial pode pegar até três anos de prisão.

Um policial foi suspenso por fazer sexo dentro de uma igreja em Rennertshofen, na Alemanha, enquanto fiéis rezavam antes de uma missa.
Segundo o jornal alemão "Bild", o agente de 26 anos – que não teve o nome divulgado – estava com uma mulher, quando foi flagrado por um visitante, na semana passada. O casal fugiu, mas foi reconhecido.

No dia seguinte ao episódio, o policial foi suspenso do trabalho. Por perturbar atividades religiosas, ele pode pegar ainda até três anos de prisão.

Fonfe: G1

Secretário aprofunda mudanças na Polícia Civil de SP

A cúpula da segurança pública de São Paulo promoveu ontem mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil. Ao menos quatro delegados da capital e um do interior foram substituídos e/ou remanejados para outros cargos.

As trocas acontecem às vésperas de o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, completar seu primeiro ano no cargo.

Ao substituir Ronaldo Bretas Marzagão, em março de 2009, Ferreira Pinto fez uma série de mudanças na cúpula da Polícia Civil, nomeando inclusive um novo delegado-geral, Domingos de Paulo Neto. O objetivo era chacoalhar a instituição, bombardeada por acusações de corrupção. O secretário estabeleceu metas e queria ver os resultados para depois avaliar a necessidade de novos ajuste ou mesmo "promoções". É o que acontece agora.

O delegado Eduardo Hallage deixará o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) para assumir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), unidade a que estão subordinadas os 93 distritos policiais da capital. Para o lugar de Hallage o escolhido foi Marco Antonio de Paula Santos, que também teve seu trabalho bem avaliado à frente do Decap.

O novo chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), com jurisdição sobre delegacias e circunscrições regionais de trânsito (Ciretrans) da região metropolitana, será o delegado Marcos Carneiro Lima.

O atual diretor do Demacro, Élson Alexandre Sayão, vai comandar o Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), órgão que já chefiou por três anos. O novo encarregado pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) será o delegado Edmur Luchiari, que estava na assistência policial da Academia de Polícia Civil.

Os trocas não se limitaram à capital. Para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter-9) foi escolhido Odovaldo Mônaco, que na década de 1990 esteve na Corregedoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado

Governo da Paraíba investiga 40 policiais por envolvimento em grupo de extermínio

Delegado corregedor seria a próxima vítima, diz Secretário de Segurança.Grupo é investigado pela autoria de cerca de 300 homicídios em 10 anos.

A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Seds) da Paraíba informou, nesta quarta-feira (6), que investiga 40 policiais militares e civis e agentes penitenciários por envolvimento em um grupo de extermínio. Segundo o secretário da pasta, Gustavo Ferraz, eles seriam responsáveis por cerca de 300 homicídios cometidos durante dez anos. Nenhum dos policiais está preso.

Ainda de acordo com Ferraz, os crimes teriam sido cometidos sobre a indicação de detentos do Presídio PB-1 e que teriam relação com o tráfico de drogas. A investigação demorou sete meses.

O secretário, em nota, afirmou que o grupo de extermínio pretendia executar Magnaldo José Nicolau da Costa, corregedor geral da Polícia Civil do estado. Quatro suspeitos de envolvimento no plano para matar o policial foram presos pelo Grupo de Operações Especiais (GOE). Nenhum deles é policial.

Ferraz disse que vai pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário dos policiais investigados. A identificação do grupo foi constatada após o cruzamento de dados sobre o número de homicídios sem solução entre os meses de maio e junho do ano passado.

O secretário, ainda de acordo com nota, disse que a Procuradoria Geral de Justiça designou o promotor Otavio Paulo Neto para presidir a comissão que acompanha a investigação. “Não vamos revelar nomes de policiais envolvidos, pois nenhum deles está preso. Presos estão aqueles que participaram da tentativa de incriminar e matar o corregedor e que não são policiais”, disse Ferraz.
Fonte: G1


Pacote de segurança para Copa e Rio-2016 será lançado

BRASÍLIA - O governo federal lançará, no próximo dia 26, um pacote de ações para reforçar o esquema de segurança da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Uma das principais medidas prevê complemento salarial de R$ 1.200, uma espécie de bolsa-copa, para cerca de 50 mil policiais que trabalharão nos dois eventos, nas 12 cidades que sediarão os jogos os jogos da Copa. Os recursos sairão do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) e o benefício valerá de junho deste ano até o fim da competição.
A ideia é que os governos estaduais assinem termo de adesão ao programa, com o compromisso de incorporar o valor da bolsa ao salário dos policiais a partir de 2016, por meio de projeto de lei a ser enviado à Assembleia local. Os detalhes do decreto que criará a nova bolsa foram acertados na semana passada em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Tarso Genro (Justiça), que comanda o Pronasci, Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
No mesmo decreto, o governo ampliará de R$ 1.700 para R$ 3.200 a faixa salarial de policiais aptos a receber outro benefício, o Bolsa-Formação, no valor de R$ 400 mensais. De caráter nacional, esse complemento vem sendo pago a 160 mil profissionais de segurança de todo o País, entre os quais os do Rio de Janeiro, cujo piso salarial está abaixo dos R$ 1.700. Com a ampliação da faixa salarial, o universo dos beneficiários vai no mínimo dobrar. O Rio sediará jogos tanto da Copa como da Olimpíada.

A melhoria do salário de policiais decorre das reuniões que o governo brasileiro vem realizando desde abril de 2009 com a Fifa. Dirigentes da entidade se mostraram perplexos com as condições de trabalho dos profissionais de segurança de vários estados que sediarão jogos. O governo quer evitar, com a bolsa, que eles façam "bicos" para sobreviver, prática generalizada na categoria. Um dos pontos em estudo é a regulamentação da escala de trabalho dos policiais.

O pagamento da bolsa será condicionado à participação dos policiais em cursos específicos para segurança de grandes eventos que venham a ocorrer no País a partir da Copa e da Olimpíada. Os cursos serão definidos ainda neste primeiro semestre pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é elevar o padrão técnico da polícia dos estados, considerado muito deficiente.
Em novembro passado, Genro apresentou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, o plano de ações que o governo vai desenvolver até 2013 para garantir a segurança da Copa, tanto no que se refere às delegações esportivas, como turistas e torcedores que circularão no País durante a competição. O ministro explicou as diretrizes do Pronasci e garantiu que a Força Nacional de Segurança Pública, formada por policiais de elite dos estados, também vai receber reforços até os jogos.
Fonte: Estadão

Após críticas da Fifa, Lula lança 'Bolsa-Copa'

Pacote para reforçar segurança prevê extra de R$ 1.200 para 50 mil policiais que devem atuar no evento de 2014 e na Olimpíada de 2016.

O governo lançará, no próximo dia 26, um pacote de ações com o objetivo de reforçar o esquema de segurança da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, que será no Rio. Uma das principais medidas prevê complemento salarial de R$ 1.200, uma espécie de "Bolsa-Copa", para cerca de 50 mil policiais que trabalharão nos dois eventos. O benefício valeria, além do Rio, para outras 11 cidades que sediarão jogos da Copa.

Os recursos sairão do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). O benefício valerá de junho deste ano até o fim da competição. A ideia é que os governos estaduais assinem termo de adesão ao programa, com o compromisso de incorporar o valor da bolsa ao salário dos policiais a partir de 2016, por projeto de lei a ser enviado à Assembleia local.

Os detalhes do decreto que criará a nova bolsa foram acertados na semana passada, em uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Tarso Genro (Justiça), que comanda o Pronasci, Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

No mesmo decreto, o governo ampliará de R$ 1.700 para R$ 3.200 a faixa salarial de policiais aptos a receber outro benefício, o Bolsa-Formação, no valor de R$ 400 mensais.

De caráter nacional, esse complemento vem sendo pago a 160 mil profissionais de segurança de todo o País, entre os quais os do Rio, cujo piso salarial está abaixo dos R$ 1.700.

Com a ampliação da faixa salarial, o universo dos beneficiários vai no mínimo dobrar. O Rio sediará jogos tanto da Copa como da Olimpíada.

"BICOS"

A melhoria do salário de policiais decorre das reuniões que o governo brasileiro vem realizando desde abril de 2009 com a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Dirigentes da entidade se mostraram perplexos com as condições de trabalho dos profissionais de segurança de vários Estados que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014. O governo quer evitar, com a bolsa, que eles façam "bicos" para sobreviver, uma prática generalizada na categoria. Um dos pontos em estudo, inclusive, é a regulamentação da escala de trabalho dos policiais.

CURSOS

O pagamento da bolsa será condicionado à participação dos policiais em cursos específicos para segurança de grandes eventos que venham a ocorrer no País a partir da Copa e da Olimpíada. Os cursos serão definidos ainda neste primeiro semestre pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é elevar o padrão técnico da polícia dos Estados, considerado muito deficiente.

Em novembro passado, Tarso apresentou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, o plano de ações que o governo vai desenvolver até 2013 para garantir a segurança da Copa, tanto no que se refere às delegações esportivas, como turistas e torcedores que circularão no País durante a competição.

O ministro explicou as diretrizes do Pronasci e garantiu que a Força Nacional de Segurança Pública, formada por policiais de elite dos Estados, receberá reforços até os jogos.
Fonte: Estadão

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

PRF rescinde contrato com organizadora de concurso para 750 vagas

PRF multou Funrio em 5% do valor arrecadado com taxa de inscrição. Rescisão ocorre em razão do descumprimento das obrigações do contrato.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) rescindiu unilateralmente nesta terça-feira (5) o contrato administrativo com a Funrio, organizadora do concurso para 750 vagas, que teve 109.793 candidatos inscritos. O concurso já estava suspenso por determinação do Ministério Público Federal. Além da recomendação do MPF, a 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro decidiu, por meio de liminar, suspender o concurso.

De acordo com a portaria publicada nesta terça no Diário Oficial da União, a PRF diz que a rescisão ocorre em razão do descumprimento das obrigações listadas nas cláusulas do contrato administrativo.

A PRF determina, ainda, o imediato encaminhamento por parte da Funrio da prestação de contas, dos relatórios contábeis de arrecadação e os dados dos respectivos candidatos que tiveram a inscrição confirmada. As informações serão submetidas à apreciação da área financeira do Departamento de
Polícia Rodoviária Federal, de acordo com a portaria.

Multa

A PRF também multou a Funrio em 5% do valor total arrecadado com a taxa de inscrição. O valor da multa será calculado assim que a PFR receber da organizadora a prestação de contas solicitada, diz a portaria.

A portaria determina, ainda, que a Funrio faça o ressarcimento à PRF dos gastos com diárias e passagens aéreas em razão da elaboração do contrato. Os valores serão apurados pela Comissão Nacional de Concursos.

A PRF determina também que o recolhimento dos valores arrecadados com as taxas de inscrição à Conta Única do Tesouro Nacional. Uma nova organizadora só poderá ser contratada quando a Funrio cumprir com a determinação de devolver o dinheiro das taxas aos cofres públicos.

Até a publicação desta reportagem, a Funrio ainda não tinha uma resposta oficial sobre o assunto. A PRF emitiu em seu site a seguinte nota oficial:

1. O Departamento de Polícia Rodoviária Federal torna público que, em 5 de janeiro de 2010, por meio de ato publicado no Diário Oficial da União (Seção I, pag 13), rescindiu o contrato com a FUNRIO (Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência) que previa a organização de concurso público para o preenchimento de 750 vagas de Policial Rodoviário Federal;

2. A rescisão se deu após procedimento administrativo interno que constatou infrações contratuais cometidas pela FUNRIO, compatíveis com a medida adotada. A empresa tem 05 (cinco) úteis dias para recorrer ao DPRF.

3. No mesmo ato, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal determinou o recolhimento imediato à Conta Única do Tesouro Nacional dos valores arrecadados com taxas de inscrição e impôs à FUNRIO multa de 5% sobre o valor apurado em prestação de contas por descumprimento de contrato.

4. O certame, que permanece sob tutela da Justiça Federal no Estado do Rio Janeiro, continua aguardando manifestação daquela corte. O Departamento de Polícia Rodoviária Federal segue acompanhando o desdobramento do caso e colaborando com a Justiça Federal, o Ministério Público Federal e a Procuradoria da República no Estado do Rio Janeiro.

Suspensão

No final de novembro, Ministério Público Federal recomendou a suspensão por 60 dias do concurso até que fossem apuradas as denúncias de supostas fraudes.

Entre as denúncias estavam cópias de cartões de resposta de candidatos nas primeiras colocações com erros de preenchimento, indicações de que os primeiros colocados fizeram a prova em salas extras e de que alguns candidatos bem classificados já teriam passado em concursos anteriores da Funrio.

Antes da suspensão, a Funrio chegou a eliminar, no resultado final do exame, 27 candidatos que haviam sido classificados na lista preliminar. As eliminações ocorreram por irregularidades nos cartões de resposta e suspeita de fraude. A maioria dos eliminados tinha as melhores notas.

Rescisão em 2008

Há dois anos, a PRF rescindiu o contrato com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ), que havia organizado o concurso para 340 vagas, por suspeita de fraude.

Na portaria, a PRF, além de rescindir o contrato com a instituição, determinou que o dinheiro da taxa de inscrição fosse devolvido e que fosse disponibilizado o banco de dados com todas as informações dos candidatos inscritos.

A portaria ainda impôs uma multa de 5% do valor total arrecadado a título de taxa de inscrição e determinou o ressarcimento das despesas da PRF com o pagamento de diárias e passagens aéreas em razão da execução contratual, no valor de R$ 15.314,37.

A Polícia Rodoviária Federal escolheu então o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) para organizar o concurso.

A Fundação José Bonifácio, entidade controlada pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ), depositou na época na conta da PRF o valor correspondente a quase 112 mil inscrições de candidatos às 340 vagas de policial rodoviário.

De acordo com a Coordenação de Ensino da PRF, o NCE/UFRJ restituiu cerca de R$ 7,5 milhões aos cofres da União.

O pagamento da taxa de inscrição já realizado continuou válido e novos candidatos também puderam se inscrever.

Foi ainda assegurada a devolução administrativa da taxa de inscrição dos candidatos que não puderam participar do novo exame.
Fonte: G1


Quadrilha tranca portão de delegacia para assaltar banco na Bahia

Grupo pretendia retardar a ação policial, caso alarme disparasse.
Objetos só foram notados após o assalto à agência, segundo a polícia.
Uma quadrilha trancou com corrente e cadeado o portão da delegacia de Santa Bárbara, na Bahia, para impedir a saída dos policiais durante um assalto a uma agência bancária do município. O crime foi cometido na madrugada desta terça-feira (5).

Três policiais estavam no interior da delegacia no momento em que os assaltantes prenderam o portão. Eles não perceberam a ação do grupo. A corrente foi notada por outros dois policiais, que faziam a ronda durante a madrugada.

Segundo a polícia, o objetivo do grupo era retardar a ação policial, caso o alarme do banco disparasse. Ainda segundo a polícia, a delegacia possui outro portão por onde os veículos também poderiam passar. Como o tamanho do cadeado não era muito grande, os objetos poderiam ter sido estourados pelos agentes.

No entanto, a polícia foi acionada somente depois da ação dos criminosos.

A quadrilha invadiu o banco pelo telhado, cortou o fio dos alarmes e das câmeras de segurança. Algumas imagens que chegaram a ser feitas do grupo serão analisadas por peritos.

A agência bancária permanece interditada.
Fonte: G1



Governo Federal amplia faixa de teto salarial para inscritos no Bolsa Formação

No próximo dia 26 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá assinar o decreto que definirá a ampliação da faixa salarial exigida como critério para a concessão do Bolsa Formação, projeto que beneficia mais de 160 mil profissionais de segurança pública de todo país, com o pagamento de R$ 400 mensais para policiais que façam os cursos de atualização oferecidos pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A decisão foi anunciada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, após reunião com o presidente da República e representantes da Casa Civil e dos Ministérios do Planejamento e das Relações Institucionais, que farão a redação final do documento.

Atualmente, para receber o Bolsa Formação o policial deve ganhar até R$ 1.700. Com as modificações do decreto, o benefício será estendido a profissionais com salário de até R$ 3.200. As inscrições para os cursos à distância, que é pré-requisito para entrada à Bolsa Formação começam no dia 26 de janeiro e vão até o dia 31, ou até que se atinja o limite de 200 mil inscritos.

Segurança com Cidadania

O Pronasci articula políticas de segurança com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem desconsiderar as estratégias de ordenamento social e de segurança pública. São mais de 90 ações que integram a União, estados, municípios e diversos setores da sociedade.

O público-alvo são jovens de 15 a 24 anos à beira da criminalidade, presos e os que já cumpriram sua pena. Atualmente, são integrantes do Pronasci mais de 150 municípios, 21 estados e o Distrito Federal.


Fonte: O Documento

São Paulo - Polícia liga roubo de R$ 27 mi a facção criminosa

Oito homens e duas mulheres são indiciados por furto a transportadora em dezembro, o maior da história de SP.

A Polícia Civil de São Paulo admitiu pela primeira vez a ligação da quadrilha que levou R$ 27,7 milhões da transportadora de valores Transnacional, em 6 de dezembro, com "a facção ou facções criminosas". Em ofício encaminhado à Justiça, o delegado Marco Antonio Fogolin, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), aponta oito homens e duas mulheres pelo maior furto da história de São Paulo. Dos dez, oito estão presos e dois foragidos.

Todos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por furto qualificado e formação de quadrilha. O Deic instaurou novo inquérito para apurar a participação de mais pessoas na ação, feita a partir de dois túneis. Uma casa na Rua José Mascaro, comprada à vista e em dinheiro por R$ 160 mil, serviu de base para a quadrilha.

As identidades dos mentores do assalto ainda são desconhecidas. "Os túneis, a iluminação, o projeto, a paciência, a execução, etc., toda a ação criminosa foi semelhante ao fato nacionalmente conhecido como "Furto do Banco Central de Fortaleza"", escreveu o delegado, em referência ao ataque de agosto de 2005, em que criminosos subtraíram R$ 164,8 milhões dos cofres do BC em Fortaleza.

Até agora, os principais detalhes sobre os quatro meses de escavação dos túneis vieram do depoimento de Agatha Suzana Brasil de Almeida, que trabalhou como "empregada doméstica" do bando que invadiu a Transnacional. O convite de "emprego" partiu de um ex-namorado, depois que a antiga doméstica precisou sair para fazer um aborto. Agatha ganhava R$ 400 por semana, tinha conhecimento dos planos da quadrilha e a promessa de que receberia R$ 100 mil quando o furto fosse consumado. Disse ainda que os criminosos trabalhavam em turnos, falavam pouco, proibiam o uso de celular dentro da casa e trocavam de telefone semanalmente.
Fonte: Estadão

TJ-SP vê 'falsidade' de metade dos 5.400 afastados por questão de saúde

Tribunal apura casos de 'doentes fantasmas' localizados em Madri e na Flórida e de servidores licenciados há 5 anos

Uma Justiça doente foi diagnosticada em São Paulo - 5.400 servidores estavam afastados de suas funções, alegadamente por motivos de saúde. Mas era inverídica quase metade dos casos narrados. Havia funcionários na plenitude da forma, afiados para o trabalho, ainda assim desfrutando de folga permanente, como se aposentados estivessem, escorados em atestados médicos que lhes conferiam males diversos. Em casa, mas com os salários pagos em dia pelo Tesouro da corte.

O efetivo fora de combate representa 13% dos quadros do Tribunal de Justiça do Estado, que conta 45 mil servidores, na capital e no interior. Constatou-se, em muitos episódios, afastamentos de cinco anos ininterruptos. Em outros descobriu-se que o licenciado já nem estava mais no País. Um foi localizado em Madri, na Espanha, outro passeava na Flórida, nos Estados Unidos. Os vencimentos recebiam por remessa bancária.

Uma enfermeira do TJ, de licença havia meses, foi flagrada casualmente por um médico da própria magistratura dando expediente em um hospital. Teve até servidor que jurou grave lesão na perna, "uma deformação", segundo ele. Questionado por junta médica que o tribunal nomeou não soube dizer qual a perna que tanto o afligia.

Foi há dois meses que o TJ deparou com "a anomalia, a aberração", segundo definição do desembargador Roberto Antônio Vallim Bellocchi, que ontem, em sessão administrativa no prédio centenário da Sé, transmitiu a presidência do tribunal para o desembargador Antonio Carlos Viana Santos, eleito em dezembro para mandato de dois anos.

"Fiquei chocado", declarou Bellocchi ao comentar o episódio dos licenciados. "E olha que sou um magistrado muito vivido. A licença médica é comum, afasta da função 6 meses, um ano, ocorre no serviço público. Mas tanta gente assim. Espera aí. Isso deixa o tribunal, perante a opinião pública, numa situação de difícil resposta. Mais de 5 mil afastados, é a população de uma cidade. Aviltante."

O festival de doenças fantasmas que assombram a cúpula da corte foi descoberto em momento delicado para o TJ que frequentemente reclama de hostilidades à sua independência financeira. Para 2010, o Judiciário paulista pleiteava um orçamento de R$ 7,5 bilhões. Teve de se contentar com pouco mais de R$ 5 bilhões. O saldo vai ter de buscar por meio de verbas suplementares no decorrer do exercício.

Na sessão, o novo corregedor-geral da Justiça, desembargador Antonio Carlos Munhoz Soares, deu o tom do clima que reina na classe ao cobrar respeito ao repasse de recursos para o tribunal. "Espera-se, para a próxima gestão, a concretização dos projetos apresentados." Ele reafirmou a necessidade de uma campanha pela autonomia do Judiciário. "Não é miragem, nossa trincheira de luta continua. Não nos vergaremos."

A apuração trouxe os primeiros resultados - 43% do efetivo que, em tese, convalescia a domicílio, já retornou ao batente, a grande parte espontaneamente quando comunicados da investigação. Outros requereram a aposentadoria antes que até isso lhe fosse tirado. Um terceiro grupo obteve renovação de suas licenças porque ficou cabalmente demonstrado que estão com problemas de saúde.

Ainda não se sabe a extensão do dano aos cofres públicos. A conta depende de cruzamentos que incluem os rendimentos auferidos pelo êxodo de licenciados e o período em que permaneceram de braços cruzados.

"GOLPE NA JUSTIÇA"

"Foi um golpe na Justiça", depõe Bellocchi. "Exigimos novas perícias, mas não sabemos o prejuízo porque depende da situação pessoal de cada servidor. O impacto é grande."
Entre os beneficiários havia pessoal de carreiras diversas, oficiais de Justiça, agentes de segurança, escreventes e auxiliares. Foram descobertos a partir de levantamento junto ao Departamento de Saúde, órgão do Executivo que avalia os servidores públicos, que são 900 mil. "O que não pode é uma situação dessas macular uma história de 135 anos da Justiça de São Paulo", diz Bellocchi.


FRASES

Roberto Antônio Bellocchi
Desembargador

"Fiquei chocado. E olha que sou um magistrado muito vivido. A licença médica é comum, afasta da função 6 meses, um ano, ocorre no serviço público. Mas tanta gente assim"

"Foi um golpe na Justiça. Exigimos novas perícias, mas não sabemos o prejuízo porque depende da situação pessoal de cada servidor. O impacto é grande"
Fonte: Estadão