segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Prefeito de Canoas confirma construção de presídio privado no município

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, confirmou na tarde desta segunda-feira que o primeiro presídio privado no Rio Grande do Sul realmente será construído no município da Região Metropolitana. Jorge está em Brasília assinando convênios com o Ministério da Justiça.

Segundo o prefeito, a área onde será construída o presídio está localizada próxima ao limite com Cachoeirinha em uma região onde não há zonas residenciais.

Ainda conforme Jairo Jorge, nos 50 hectares destinados ao presídio devem ser construídas cinco unidades independentes. Cada uma dessas unidades deve ter capacidade para 500 ou 600 presos.

O prefeito de Canoas, no entanto, não quis dar detalhes sobre o sistema de construção e administração do complexo que, segundo ele, está a cargo do governo do Estado.
Fonte: Diário de Santa Maria

PMRS - Policial militar morre em acidente em Santa Maria

O terceiro sargento da Brigada Militar (BM) Paulo Iran Mesquita do Nascimento, 45 anos, morreu em um acidente de trânsito na noite deste domingo, em Santa Maria. O policial militar conduzia sua moto, uma YBR 125 pela Rua Venâncio Aires, no bairro Passo d'Areia, por volta das 22h45min, quando foi atingido por um Chevette.

Conforme a Brigada Militar, o motorista do Chevette, Niwton Antero Denardin de Barros, 52, teria invadido a pista contrária. Ele foi submetido ao teste do bafômetro que apontou 0,76 miligramas de álcool por litro de ar expelido. Após o exame, Denardin foi detido pela BM e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento e encaminhado ao Presídio Regional de Santa Maria.

A vítima era funcionário do Hospital da Brigada Militar.

Fonte: Diário de Santa Maria

O mau exemplo do cantor Roberto Carlos

Quem não viu, pode ver agora. Escoltado por carros que parecem ser da polícia (talvez sejam de escolta privativa), o cantor Roberto Carlos chegou SEM CAPACETE no dia 30/1/2010, sábado, pilotando um triciclo. O ídolo de milhões de brasileiros embarcou num navio onde cumpre uma agenda de shows a bordo.

Como alertou o motonliner Claudio, de Curitiba, o mau exemplo de autoridades e de um ídolo como Roberto Carlos é o maior problema. Será que aquele séquito de assessores não lembrou de colocar um capacete na cabeça do cantor ou ele mesmo não quis? Fica a dúvida. E o mau exemplo para milhões de brasileiros que assistiram na TV.
Acesse o Link: http://www/g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1470102-7085,00.html

Fonte - Redação Motonline

Todo Mundo só Pensa na PEC 300!!!

Clique nas imagens para visualizar em tamanho grande.


Cb Paulão a caminho de Brasília ansioso com a PEC 300.















Caravana do Interior do Brasil rumando para Brasília.











Caça da FAB decorado com a marca da PEC 300.







Se a PEC 300 não for aprovada...









Esquadrilha da fumaça dando seu apoio.












Cristo, o redentor, também quer a aprovação da PEC 300.












A festa já está preparada!








As meninas do samba também apoiam a PEC 300!










Sempre é bom ter um segundo plano!

Policiais Militares do Amazonas não podem frequentar Curso Superior

DESPACHO DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS

APROVO o entendimento posto no Parecer n.º 002/2010-PPE/PGE, lavrado pela culta Chefa da Procuradoria do Pessoal Estatutário, Doutora Ana Eunice Carneiro Alves, no sentido de que o direito de freqüentar curso de graduação em horário do expediente normal da repartição, sem prejuízo de qualquer vantagem, previsto na Lei nº 1.796/87, é assegurado apenas aos servidores públicos, assim considerados os civis, não se estendendo, de conseqüência, aos militares, em razão do que estabelece a legislação de regência própria da Corporação.
Fonte: Blog do Cb Heronides

Corrupção Policial - Laudo aponta desvio de droga apreendida

Para peritos da PF, havia pelo menos 30,4 kg a mais de cocaína do que equipe do Denarc diz ter achado

Bruno Paes Manso e Bruno Tavares

Laudo produzido pelo Núcleo de Criminalística da Polícia Federal em São Paulo indica que os cinco fardos de cocaína pura apreendidos por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em setembro de 2003 no aeroclube de Itu, no interior de São Paulo, tinham entre 128,4 e 156 quilos. A quantidade estimada é no mínimo 30,4 kg maior do que a equipe chefiada pelo delegado Robert Leon Carrel diz ter encontrado no avião usado pelos traficantes (98 kg).

O policial hoje é chefe da Divisão de Administração do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), unidade responsável pelas delegacias da região metropolitana. O suposto sumiço do entorpecente levou Carrel, o também delegado Luiz Henrique de Moraes e os investigadores Ricardo Ganzerla e Cleuber Gilson Bueno para a cadeia em junho de 2008. A ordem de prisão foi expedida pela 29ª Vara Criminal da capital, que acolheu na íntegra a acusação de tráfico de drogas e peculato. Os policiais foram soltos 24 dias depois por habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Os peritos federais realizaram duas simulações distintas para indicar o provável peso do carregamento de entorpecente - uma com a droga não compactada e outra com o entorpecente prensado, como provavelmente foi transportado. A conclusão do primeiro ensaio é de "massa não menor que 128,4 kg". O segundo apontou "massa não menor que 156 kg".

A PF analisou ainda a viabilidade técnica de o monomotor Cessna 210 ter decolado com 200 kg de cocaína, peso anunciado em nota distribuída pelo Denarc no dia da apreensão e reproduzida no site da Secretaria da Segurança Pública. "Diante de tal configuração da aeronave, o transporte de 200 kg de cocaína, distante ainda cerca de 70 kg do máximo comportado, é plenamente factível", diz o laudo, na folha 10.

O pedido de auxílio da perícia federal partiu do Ministério Público Estadual (MPE). Desde o início das investigações, defesa e acusação divergem sobre a quantidade de droga apreendida. O perito Ricardo Molina, assistente técnico do MPE, sustenta que a aeronave levava cerca de 200 kg de cocaína. O parecer de Molina foi feito por meio de comparação de imagens, tendo como referência reportagens veiculadas pelas TVs. O piloto Pierre Delannoy, um dos quatro presos na operação em Itu, afirma que o carregamento era de 300 kg.

A pedido da Corregedoria de Polícia Civil, que na ocasião instaurou procedimento para apurar a atuação dos policiais, o Instituto de Criminalística também se manifestou sobre o caso. O laudo assinado pelos peritos Osvaldo Negrini e Marcelo Voloch faz duras críticas ao trabalho de Molina. "Mensurações em imagens para comparar algo de tamanha seriedade são, no mínimo, irresponsáveis", escreveram. O texto afirma que o assistente técnico do MPE "confundiu alhos com bugalhos".

A técnica de comparação adotada pela PF foi a mesma de Molina. Ao contrário dele, que usou pacotes com farinha de trigo para compor o cenário da apreensão, os peritos federais tiveram autorização da Justiça para usar 100 tijolos de cocaína prensada. Simulacros com dimensão e massa idênticas aos tijolos de cocaína interceptados pelo Denarc foram confeccionados para se atingir o suposto peso da carga.
Fonte: Estadão

Polícia Federal - Operação Caixa Preta

Inquérito também aponta que ex-diretora de engenharia movimentou mais de R$ 2 milhões entre 2003 e 2006.

Operação Caixa Preta - investigação da Polícia Federal que aponta desvio de R$ 991,8 milhões em obras de dez aeroportos contratadas no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006 - relata casos de ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que teriam recebido vantagens, benefícios e prêmios, inclusive passagens aéreas, dinheiro e apartamento de luxo, de empreiteiras supostamente beneficiadas em licitações fraudulentas.

Alvo do inquérito da PF, Eleuza Lores , ex-diretora de Engenharia da Infraero, movimentou "mais de R$ 2 milhões" naquele período, revela a quebra de seu sigilo bancário. "Valores muito superiores à renda da empregada pública recebidos, ao que tudo indica, como proveito dos crimes investigados", assinala o relatório final da missão policial, à página 58.

Segundo a PF, Eleuza mantinha seis contas correntes em instituições financeiras, "não se sabendo, nos dias de hoje, onde se encontram depositados ou em que foram aplicados". Ao abordar contatos da ex-diretora com executivos de construtoras, a PF questiona: "Por qual razão Eleuza patrocinou interesses alheios? Ora, para receber vantagens financeiras, ocultando-lhes a origem."

O relatório - documento de 188 páginas entregue à Justiça Federal em Brasília - inclui no rol de suspeitos os contratos da Infraero para reformas e ampliações dos aeroportos de Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont. A PF sustenta que a malversação de recursos da União é resultado de um esquema de fraudes e superfaturamento montado pela cúpula da estatal na gestão Carlos Wilson (2003-2006) - ex-deputado e ex-senador que morreu em abril de 2009.

ESCUTA

A PF indiciou Eleuza pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, peculato e fraude à licitação. O indiciamento foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito mostra que ela teve despesas com passagens aéreas pagas pela construtora Andrade Gutierrez, em 2008 - a PF não cita essa empreiteira como envolvida em fraudes à lei de licitações. Eleuza caiu na malha de interceptações telefônicas da PF. As escutas revelam intenso contato entre ex-diretores da Infraero e construtoras.

Em diálogo interceptado às 11h01 de 9 de setembro de 2008, Eleuza conversa com um homem identificado como Renato - a PF conclui ser Renato Torres de Faria, suplente de Ricardo Coutinho de Sena, integrante do conselho de administração da empresa A.G. Concessões, sub-holding do Grupo Andrade Gutierrez.

"Eu sempre pego passagem pelo meu marido, o benefício, e a Varig cancelou provisoriamente esse benefício, então vocês (Andrade Gutierrez) teriam que mandar a passagem, é possível?", solicita a ex-diretora. "Claro, ué, sem problema", responde Renato. A conversa gravada que reforça a suspeita da PF sobre a aliança entre ex-dirigentes da Infraero e empreiteiras está transcrito à página 53 do relatório Caixa Preta.

Documento recolhido por agentes federais e reproduzido à página 54 comprova que as passagens aéreas usadas por Eleuza para viajar de Brasília para Belo Horizonte - e o retorno à capital federal - foram custeadas pela Andrade Gutierrez. A PF monitorou a ex-diretora em Minas. Vigiou seus passos desde o desembarque no Aeroporto de Confins até a sede da construtora. Naquele dia Eleuza, Faria e Sena almoçaram no restaurante A Favorita.

À época, Eleuza já havia deixado a direção de Engenharia da Infraero. A PF, no entanto, encontrou indícios da "ascendência" dela sobre empregados da estatal. "Como permanecer cega ao superfaturamento de R$ 1 bilhão?", questionam os delegados federais César Leandro Hübner e Felipe Alcântara de Barros Leal.

Segundo a PF, o relatório analítico da CPI do Apagão Aéreo concluiu que Eleuza "patrocinou e intermediou interesse privado junto à Infraero, visando favorecer terceiros, em especial a Queiroz Galvão, com a qual trocou 46 chamadas telefônicas no período, e a construtora Andrade Gutierrez".

A PF espreitou Eleuza também numa viagem que ela fez a Recife, em 13 de março de 2009, quando se reuniu com Carlos Wilson, Eurico Bernardo Loyo, ex-assessor da presidência da Infraero, e João Pacífico, executivo da Construtora Odebrecht, "a fim de tratar sobre a obra do aeroporto de Goiânia".

APARTAMENTO

Engenheiro civil, Eurico Loyo, ex-assessor especial da presidência da Infraero, teria se beneficiado do estreito relacionamento com representantes da Queiroz Galvão na aquisição de um imóvel de "alto padrão" em Recife (PE). Indícios do suposto favorecimento surgiram da consulta às declarações ao Imposto de Renda de Loyo. Em 2007, ele informou aquisição de um apartamento de 4 quartos em uma área nobre de Recife no valor de R$ 281 mil.

Ele usou como permuta um imóvel de R$ 230 mil, mas que havia sido declarado no ano anterior pelo valor de R$ 110 mil. "Como a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário é empresa do grupo Queiroz Galvão, suspeita-se que esta supervalorização do imóvel permutado, na verdade, nada mais é que um "prêmio" da Queiroz Galvão por conta de sua atuação nas licitações fraudulentas da Infraero", assinala o agente Liu Tse Ming.

Loyo afirma que não tinha "nenhuma responsabilidade" nas licitações. Mas a PF identificou intenso contato telefônico dele com duas empreiteiras contratadas para executar parte das obras. A quebra do sigilo de Loyo mostra 94 ligações dele para celulares da Queiroz Galvão e outras 47 para um número da Consbem Construções e Comércio, que participou de licitações na Infraero.

DIÁLOGOS

Conversa entre Eleuza Lores, ex-diretora de Engenharia da Infraero, e Maurício, da Carioca Engenharia, gravado em 21 de outubro de 2008, às 14h22:

Eleuza: Eu conversei com o pessoal lá da Engenharia, o Mário Jorge (gerente de Coordenação de Empreendimentos de Engenharia) não tem problema nenhum... Ele tá enrolado mesmo, ele tá com uma pressão muito grande, do ministro da Defesa, do presidente. Então o Erivan (Francisco Erivan foi coordenador de Planejamento e Empreendimento de Engenharia), o Paulo Dietzsch (superintendente de Empreedimentos de Engenharia), disseram que é só você ficar insistindo, não tem nada não.

Maurício: Ah, é, né?

Eleuza: É.

Maurício: Ok. Escuta, eu soube que você teve uma conversa grande com (nome inaudível) outro dia, né?

Eleuza: Isso, exatamente. Eu até apresentei uma proposta pra ele na sexta-feira (...) e hoje eu mandei de novo.

Maurício: Se você puder mandar com cópia pra mim eu agradeço.
Fonte: Estadão

Concursos com inscrições abertas nesta segunda somam 28,6 mil vagas

Há cargos para todos os níveis de escolaridade. Salários chegam a R$ 20.953,17 no TRF da 3ª Região e em três TRTs.

Pelo menos 62 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (1) e totalizam 28,6 mil vagas para todos os níveis de escolaridade.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Nesta segunda, serão abertas as inscrições para pelo menos cinco órgãos: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com 697 vagas; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com 176 vagas; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com 10 vagas; Instituto Nacional do Câncer (Inca), com 3 vagas; Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (SP), com 663 vagas.

Entre os concursos abertos, os que oferecem os maiores salários são os do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul), Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (Rio Grande do Norte), Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (Pernambuco) e o do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15º Região (Campinas), todos com remuneração de R$ 20.953,17.


Para saber mais, clique AQUI.
Fonte: G1

Rio de Janeiro - Chefe do tráfico da Rocinha forja próprio enterro para fugir da polícia

Com um atestado de óbito falso, Nem marcou enterro no Catumbi. No endreço do óbito, ele colocou a delegacia da Gávea, na Zona Sul.

Um homem apontado pela polícia como chefe do tráfico da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, tentou forjar o próprio enterro para fugir da prisão. Segundo os investigadores, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o "Nem", chegou a comprar um atestado de óbito falso. O local da morte constava como a 15ª DP (Gávea), delegacia que investiga os crimes cometidos pelo traficante.

“Pode-se dizer que ele fez isso como ironia, para tentar de alguma forma desmoralizar a polícia. Nós vamos, no momento certo, pegá-lo”, disse o delegado Márcio Mendonça, da 15ª DP (Gávea), responsável pelo caso.

O esquema foi descoberto pela polícia na última sexta-feira (29). Neste mesmo dia, o traficante - considerado um dos mais procurados do Rio - tinha agendado seu próprio enterro no Cemitério do Catumbi, no Centro da cidade. Com um atestado de óbito falso, "Nem" conseguiu marcar com facilidade a cerimônia.

“O interesse dele era fazer o que qualquer criminoso sonha em fazer: desaparecer”, explicou Mendonça.

Fuga da Rocinha

Segundo a polícia, "Nem" teria decidido sumir após receber informações sobre a pretensão da Polícia Militar em ocupar a Rocinha para expulsar os traficantes.

A fuga imaginada pelo criminoso teria começado numa funerária. De acordo com a polícia, foi o gerente da empresa quem preparou o pedido do enterro. A declaração de óbito foi assinada pelo médico Dalton Jorge, que sem ver nenhum corpo, atestou que "'Nem' teria morrido de insuficiência renal e diabetes".

Corpo não iria para o IML

Segundo a polícia, com este atestado de óbito o corpo não precisaria passar pelo Instituto Médico Legal (IML), órgão responsável por investigar mortes violentas. O médico que assinou o atestado de óbito contou ter recebido R$150 pelo serviço. Ele está preso e pode pegar até 15 anos de cadeia por falsidade ideológica e associação ao tráfico.

“Cabe à gente agora investigar e ver se alguém foi morto, por um motivo que a gente vai ver, para ser utilizado como cadáver no sepultamento do criminoso”, explicou o delegado.

Nova identidade

Se a fraude tivesse dado certo, o traficante já tinha até escolhido a nova identidade. Nada de mudanças radicais. Nem trocou sua data de nascimento em apenas um dia, os nomes dos pais foram diminuídos e do dele, manteve apenas o primeiro e o último nome.

“Ele queria fazer o que a gente faz. Viajar, se divertir. E com essa identidade falsa ele poderia fazer isso, ainda mais fazendo com que a policia pensasse que ele estivesse morto”, declarou o delegado Márcio Mendonça.
Fonte: G1

“É a hora de investir em segurança”

Entrevista: William Bratton, ex-chefe de polícia de Nova York e Los Angeles

O Brasil está diante de uma oportunidade histórica para derrotar o crime. Quem garante é o homem que pacificou duas metrópoles americanas – Nova York e Los Angeles. Quando William Bratton, 62 anos, assumiu o comando da polícia nova-iorquina com a promessa de vencer a guerra contra os bandidos que matavam mais de 2 mil pessoas por ano, em 1994, poucos acreditaram no xerife da tática conhecida como Tolerância Zero. Mas ele conseguiu. De 2002 ao final do ano passado, período em que chefiou os policiais de Los Angeles, repetiu a promessa. Agora, Bratton volta seus olhos para o Brasil – e com otimismo. Recém aposentado do serviço público, Bratton virá ao país para uma palestra entre março e abril, em São Paulo. Ele garante que o crescimento econômico e a proximidade de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada criam um momento único para revolucionar a segurança urbana. Confira os principais trechos da entrevista de Bratton concedida por telefone, de Nova York:

Jornal de Santa Catarina - O que o senhor mudaria em primeiro lugar no sistema brasileiro de segurança pública?

William Bratton - Passei por uma experiência no Brasil, em 2000, 2001 e 2002, quando estive trabalhando para o ex-governador (Tasso) Jereissati no Estado do Ceará, particularmente na cidade de Fortaleza. Tivemos algum sucesso reduzindo índices de criminalidade, e pude conhecer o seu sistema de Justiça criminal. Ele tem problemas em termos de falta de coordenação e colaboração entre os vários componentes. Às vezes devido à estrutura organizacional, às vezes porque há diferenças entre as organizações, e nem sempre há vontade de colaborar e se coordenar umas com as outras.

Santa - O fato de termos duas polícias faz parte disso?

Bratton - Sim, mas até mesmo se pegarmos apenas a Polícia Militar, por exemplo, os praças formam um grupo separado dos oficiais, são classes bastante separadas. É potencialmente problemático porque você tem diferentes classes no serviço. E a Polícia Civil, os seus delegados, são outra classe, são advogados que não trabalharam no patrulhamento ostensivo antes de virar policiais civis. E há os promotores, que são completamente separados disso.

Santa - Aqui, as diferenças culturais são uma barreira?

Bratton - Há níveis educacionais diferentes. Alguns policiais civis têm diploma de Direito e, para ser um praça da Polícia Militar, você precisa de um diploma de Ensino Médio. Além disso, os oficiais e os chefes de polícia vêm, muitas vezes, de uma outra classe social. Há muitas diferenças de educação, de classe, profissionais. Nos EUA, detetives, praças, policiais e comandantes são parte da mesma organização. Essas são questões que precisam ser reconhecidas em uma tentativa de melhorar a coordenação, o compartilhamento de informação e inteligência. Começamos a fazer isso com algum sucesso em Fortaleza, mas então o contrato acabou e me tornei chefe de polícia em Los Angeles.

Santa - O senhor repetiria a experiência no Brasil?

Bratton - Estou muito interessado em voltar ao Brasil. O seu país passou por uma transformação fenomenal. Quando eu estive aí, sua economia estava lutando, as taxas criminais eram terríveis, mas agora vocês se tornaram a potência econômica da América do Sul. Vocês têm uma das economias mais fortes, o país está crescendo positivamente, e uma evidência disso é que vocês têm a Copa do Mundo e a Olimpíada. Isso demonstra ao mundo que vocês cresceram muito, mas o problema que vocês ainda enfrentam é a segurança pública.

Santa - Hoje o cenário é mais propício para mudar o quadro da segurança?

Bratton - Vocês têm hoje uma oportunidade crucial para os governos decidirem investir na infraestrutura de segurança pública. Há uma grande oportunidade, com grande potencial de sucesso. Se vocês tiverem líderes dispostos a investir em segurança e a experimentar, vocês podem ter sucesso. Esta é a hora de o Brasil investir em segurança. Essa é a oportunidade, com a Olimpíada e a Copa do Mundo se aproximando, de mostrar o Brasil para o mundo.

Santa - Alguns dos problemas se referem a investimentos, como falta de pessoal, de equipamentos, baixos salários. Isso de fato é essencial para uma política de segurança eficiente?

Bratton - Nos EUA, temos uma expressão: você recebe pelo que paga. Se você não paga para ter policiais educados, motivados e honestos, você terá policiais sem educação, desmotivados e desonestos. Em Nova York, (Rudolph) Giuliani, e em Los Angeles, (Antonio) Villaraigosa, esses prefeitos entenderam a importância de aumentar a força policial, de investir em pagamento, equipamento e tecnologia. Agora que seu país está emergindo como potência econômica, tem mais riqueza do que tinha, assim como o Rio de Janeiro se prepara para a Olimpíada, precisa considerar investir bem mais dinheiro e recursos em segurança pública. Em uma democracia, a primeira obrigação de um governo é garantir a segurança pública.

Santa - Por que o senhor virá ao Brasil?

Bratton - Vou a São Paulo porque o Departamento de Estado dos EUA me convidou para falar sobre minha experiência. Mas também fiquei muito interessado no que está ocorrendo no Rio, porque você não pode fazer tudo em todos os lugares, em grandes áreas como Nova York ou São Paulo. Você não tem como fazer tudo ao mesmo tempo, você tem de ir fazendo área por área. O Rio entendeu isso.
Fonte: Jornal de Santa Catarina