segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Policia Civil de São Paulo - Representante dos policiais quer resgatar dignidade

Eleição quebra duas tradições: antecessores eram homens e apadrinhados pela Secretaria de Segurança.

Primeira mulher a chefiar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) em 60 anos de história, Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro toma posse hoje evocando o mesmo slogan repetido durante a greve da categoria, em 2008: "Queremos resgatar nossa dignidade". Não é por acaso. Aos 54 anos, casada e mãe de três filhos, a delegada de Bauru despontou como liderança em meio a uma das mais conturbadas paralisações da Polícia Civil paulista. A eleição dela contraria a tradição da Adpesp, de escolher para a presidência candidatos apadrinhados pelo delegado-geral ou pelo secretário da Segurança Pública. Ao contrário de seus antecessores, Marilda é 3ª classe, a mais baixa na hierarquia da polícia.

A eleição da sra. é resultado da liderança que exerceu durante a greve da categoria?

Não acho que eu seja merecedora desse rótulo, de líder da greve. O pouco que conseguimos foi resultado da nossa união. Talvez eu tenha me destacado por ter organizado o movimento no interior, só isso. Seria injusto assumir o resultado para mim.

Quais as propostas para o biênio?

São 16 itens. Queremos coisas básicas, como profissionalizar o papel da associação, sem qualquer crítica aos meus antecessores. Queremos negociar com a Secretaria da Segurança Pública. Se as portas não se abrirem, não descarto novo movimento (grevista). Queremos resgatar nossa dignidade.

A imagem da Polícia Civil esteve associada a escândalos de corrupção. Como mudar isso?

Esses casos são esporádicos. Não vou entrar no mérito de nenhum deles. Mas posso garantir que nossa instituição não é formada por corruptos. O que não é bom acaba sempre aparecendo mais. Precisamos mostrar o lado positivo, os trabalhos de inteligência, a ética, o respeito. Não é mudar a imagem, mas mostrar o que a polícia tem de bom.

A instituição viveu fase de inépcia e letargia, como chegou a apontar o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto?

É difícil fazer essa avaliação. Se a polícia esteve letárgica ou inepta é preciso ver a raiz do problema.

Concorda com a subordinação da corregedoria ao secretário?

Se a corregedoria é da polícia, ela deve estar subordinada à polícia, no caso, ao nosso delegado-geral. Mas essa mudança é muito recente, não tenho elementos ou dados para dizer se melhorou. Como sou uma delegada do interior, tive até agora pouco contato com o secretário e posso dizer que ainda não consegui captar o motivo pelo qual a subordinação da corregedoria foi transferida para seu gabinete. Não posso ser leviana e nem irresponsável de dizer que é medida é ruim. Não somos radicais, mas queremos rever muitas coisas.

O que, por exemplo?

O salário. Está abaixo do que precisamos e do que merecemos.

Não será mais difícil discutir salário em ano eleitoral?

Espero que não. As coisas podem ser resolvidas ou pelo menos encaminhadas se houver vontade política. Queremos diálogo e respeito. As mudanças são importantes não só para nós, como categoria, mas para toda a sociedade.

Não há uma diferença muito grande entre o perfil do policial do interior e da capital?

Fomos eleitos para representar os delegados do Estado de São Paulo. Para quem representa a classe, essa diferença deixa de existir. Vamos ver quais são as necessidades do policial da capital e do interior.

A categoria está desunida?

Não, de forma alguma. Essa última eleição mostrou maturidade política grande. Nossa administração terá componentes das três chapas, o que mostra que estamos todos do mesmo lado.
Fonte: Estadão

PMMG - Polícia Militar apreende 1 tonelada de maconha em Ribeirão das Neves

Uma tonelada de maconha foi apreendida neste domingo (10) em uma casa na Vila Hortinha, entre os bairros Santa Martinha e Porto Seguro, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. Três jovens, entre eles dois irmãos, de 18 e 16 anos, foram detidos. O mais velho, Júnio Teodoro Oliveira, confessou ser o proprietário do material, que estava acondicionado em 537 tabletes.

Foi a maior apreensão de maconha já registrada na cidade, segundo a PM. Com os jovens a polícia encontrou ainda R$ 25 mil em dinheiro. A polícia chegou aos suspeitos a partir de denúncias de vizinhos, que estranharam a movimentação na residência. Uma Kombi foi vista estacionada em frente ao local, e o desembarque do material chamou a atenção.

Segundo o tenente Sérgio Medeiros, que comandou a operação, a região não é um ponto tradicional de comércio de drogas. "Escolheram a casa justamente para não levantar suspeitas, mas não contavam com a reação dos vizinhos", disse. Oliveira não revelou a origem da droga nem se ela seria repassada para outros traficantes. Parte dos tabletes de maconha estava enterrada no quintal da casa - os dois irmãos estavam com os pés sujos de terra. O restante do material estava em uma mala e em outros cômodos da casa.

A droga foi encaminhada para a sede da Polícia Federal, no bairro Gutierrez. Amostras do material serão encaminhadas para perícia. Os dois adultos responderão por crime de tráfico de drogas. Nenhum deles tinha antecedentes criminais.
Fonte: Clicfolha

Irmã de Lampião comemora 100 anos com parentes em SP
















Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha, mora em Santana. Ela tem documentos com duas datas de nascimento.

Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha, completou 100 anos nesta sexta-feira (8), em São Paulo. Ela é a única irmã viva de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.

O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria completado 104 anos, mas ela se recusa a afirmar que tenha essa idade, e não é por vaidade. Ela tem outro documento que aponta a data de nascimento em 8 de janeiro de 1910.

Ela vive em um apartamento com os filhos Expedito e Valdeci, em Santana, e recebeu apenas os netos e bisnetos para um abraço comemorativo. "Ela está ótima para a idade dela. Tem momentos que nem ela mesma acredita na idade que tem", disse o neto Marcos Antonio Tavares, 52 anos.

Tavares informou que a família optou por não fazer bolo e nem festa para não cansar a avó. "Apesar de estar forte, achamos mais prudente não agitar muito a rotina dela."

O neto informou que a família pretendia levá-la para Paulo Afonso (BA), onde está a casa em que viveu Maria Bonita, mas a ideia foi deixada de lado. "Queríamos que ela fosse conhecer a casa de Maria Bonita, que foi recuperada e hoje abriga um museu sobre o cangaço."

O irmão 'Rei do Cangaço'

Dona Mocinha diz que não lembra do irmão como cangaceiro e nem sabe nada sobre o movimento, pois era muito pequena quando ele entrou no cangaço. Lampião e Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, morreram em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), durante uma emboscada montada pela volante (polícia) da época. Os dois se tornaram mitos da história brasileira.

À época do assassinato deles, dona Mocinha teria, pelas contas dela mesma, 28 anos, e pouco contato com o irmão. Lampião nasceu em 4 de junho de 1898, no sítio Passagem das Pedras, em Serra Talhada. Criado entre 1908 e 1912, segundo registros de historiadores, o cangaço existiu até 1940.
Alguns pesquisadores dizem que Lampião circulou apenas pelo sertão, mas outros afirmam que os cangaceiros deixaram pegadas pelo agreste. O certo é que Lampião não foi o criador do cangaço, mas sim Sebastião Pereira da Silva, o único chefe do Rei do Cangaço, conhecido como Sinhô Pereira.
Fonte: G1

Violência no trânsito custa R$ 28 bilhões por ano ao país

Segundo o Ministério da Saúde, trânsito matou 37,5 mil pessoas em 2008. Principal causa de acidentes é a ingestão de álcool pelos motoristas.

O número de mortes no trânsito no Brasil supera a marca de 30 mil, segundo estatísticas oficiais. As cinco principais causas da matança, apontadas por pesquisadores e órgãos públicos, são: álcool, cansaço, desrespeito à sinalização e imprudência, excesso de velocidade e impunidade e falta de fiscalização.

Início da Belém-Brasília, a BR-316, na última sexta-feira (8), final da tarde: este trecho de 20 quilômetros da região metropolitana de Belém é o que mais mata no país, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
Nas quatro horas em que o trabalho dos policiais em Belém foi acompanhado, aconteceram dez acidentes. Um dos acidentes teve uma vítima fatal. Sob o lençol, Francisco da Silva, trabalhador a caminho de casa, depois do serviço.

No mínimo quatro pessoas por hora morrem nas estradas, ruas, avenidas do Brasil. São cem por dia. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estima que foram 32.465 mortos em 2008. Já o Ministério da Saúde tem outro número: 37.585.

Mas a conta pode ser bem maior. O especialista fez o cálculo a partir dos casos de mortes em que foi pedido o DPVAT, o seguro obrigatório pago a vítimas de trânsito: “É o que eu chamo de genocídio sobre rodas. São 62 mil mortos, na nossa avaliação, por ano, em acidentes de trânsito no Brasil”, diz Sílvio Médici.
Para ler a matéria completa, clique Aqui.
Fonte: G1

PMMG - Polícia apreende cerca de cem quilos de maconha em Uberaba

A Polícia Militar (PM) apreendeu cerca de cem quilos de maconha, em Uberaba, no Triângulo, neste fim de semana. Segundo a PM, a maconha, em tabletes, estava escondida em uma fazenda perto do distrito de Santa Rosa, e seria distribuída na região.

Além das drogas, os policiais também encontraram uma arma e munição. Duas pessoas foram presas em flagrante.


Fonte: Globominas

Concursos com inscrições abertas nesta segunda somam 28,6 mil vagas

Há cargos para todos os níveis de escolaridade. Salários chegam a R$ 18,9 mil no Ministério Público de Rondônia.

Pelo menos 55 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (11) e totalizam 28.615 vagas para todos os níveis de escolaridade.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Nesta segunda, serão abertas as inscrições para pelo menos cinco concursos. São eles o da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), o da Prefeitura de Mogi Mirim (SP), o da Prefeitura de São José dos Campos (SP), o da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o da Prefeitura de Bertioga (SP).

Entre os concursos abertos, os que oferecem os maiores salários são o Ministério Público de São Paulo (R$ 18 mil) e o Ministério Público de Rondônia (R$ 18.910,23.

Para ver os concursos desta semana, clique Aqui.
Fonte: G1

Fantástico mostra a atuação dos novos cangaceiros

Criminosos atuaram nessa semana em Pedra Branca (CE). Cangaceiro preso explica como atacar carros fortes.

A atuação de quadrilhas de ladrões fortemente armadas em pequenas cidades do interior do Brasil, como aconteceu nesta semana durante o roubo simultâneo a dois bancos em Pedra Branca (CE), vem sendo comparada aos tempos de Lampião, o rei do Cangaço. O Fantástico ouviu policiais e um professor da Universidade de Brasília que vêm semelhanças nos atos dos atuais criminosos com o velho cangaço.
Os atuais criminosos sempre agem fortemente armadas e têm como alvo principal as pequenas cidades do interior onde a segurança pública é muito frágil.

Em Pedra Branca, sertão do Ceará, esta semana, bandidos armados com fuzis tomaram as ruas, fizeram reféns e assaltaram dois bancos ao mesmo tempo. “Muito medo, muito medo porque eu nunca tinha visto nem arma, o tanto que eu vi”, disse o aposentado Chico Miguel.
“Eles costumam chegar de surpresa, dominam a força policial local e partem para a ação, voltada para as agências bancárias daquela cidade”, explica o delegado Wanderson da Silva. Só esta semana, além do assalto em Pedra Branca, os novos cangaceiros atacaram em Canarana (MT) e Santa Bárbara (BA). São várias quadrilhas que atuam da mesma forma. Escolhem cidades com cerca de 20 mil habitantes e segurança frágil. Chegam com artilharia pesada, capaz de derrubar até um avião. A polícia não tem como reagir.

“Geralmente, o armamento é terceirizado de outras quadrilhas, e eles atuam de uma forma muito bem coordenada, como se fosse uma ação empresarial. Planejam, organizam, têm foco”, aponta o sociólogo da Universidade de Brasília, Antônio Flávio Testa.

O sociólogo compara a tática de cercar e saquear cidades do interior com a ação dos antigos cangaceiros, liderados por Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião. Nas décadas de 1920 e 190, Lampião e seu bando eram rebeldes com motivações políticas, mas que também roubavam, matavam e violentavam mulheres. “Eles levavam de fato o terrorismo”, diz Testa.

Os cangaceiros do século 21 também espalham o medo. Nova Mutum (MT) viveu um dia de pânico em fevereiro do ano passado, como mostrou a reportagem do Fantástico. Cerca de 60 pessoas que estavam no banco foram usadas como escudo humano. É mais uma característica desse tipo de assalto. “As ações desse grupo causam um grande trauma às localidades em que atuam”, diz o procurador de Justiça de Minas Gerais André Ubaldino.

O Fantástico foi a Pedra Branca, município a 260 quilômetros de Fortaleza. Durante a ação, os assaltantes praticamente fecharam a cidade durante uma hora. Ninguém entrava e ninguém saía. O comércio teve que baixar as portas. “Com medo de levar um tiro, né? Baixamos as portas e ficamos trancados aqui dentro”, lembra o vendedor Lucas Barros.

Na terça-feira (5) era dia de pagamento. Os bancos estavam lotados. Imagens de um cinegrafista amador mostram um dos 15 assaltantes, de capuz e fuzil, cercado de reféns. Enquanto a agência era roubada, e as pessoas mantidas reféns, parte da quadrilha agia na mesma rua, a poucos metros dali. Os ladrões roubaram os dois bancos da cidade, ao mesmo tempo.

“Eu achava que tinha chegado a minha hora, que não tinha mais jeito”, conta a professora de educação física Eliane de Abreu. Ao todo, 19 pessoas ficaram sob a mira dos bandidos, como reféns. A professora foi uma delas: “Eles já entraram anunciando o assalto, que todo mundo deitasse no chão”. Ela tentou fugir. Mas logo foi recapturada. “Eu lembrava primeiro de Deus e depois da minha filha”, conta.

Foram mais de 50 tiros, dizem os moradores. Pedra Branca só tem nove policiais, somando civis e militares. Ninguém quis dar entrevista. “A polícia não tem arma para lutar com uns bandidos daqueles”, destaca o aposentado Chico Miguel.

As quadrilhas têm usado nos assaltos metralhadoras e fuzis .50, que entrariam pela Bolívia e pelo Paraguai. Foi uma arma do mesmo calibre que derrubou o helicóptero da Polícia Militar no Rio de Janeiro, há três meses.

Cangaceiro

Cláudio Alves da Costa, preso mês passado, é um dos novos cangaceiros suspeitos de trazer esse tipo de armamento. Com tamanho poder de fogo, eles também estão se especializando em outro tipo de ataque.

“Em nossas investigações, em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais, ficou evidenciado que quadrilheiros atuam no roubo aos carros-fortes aqui no estado, e também em outros estados da federação”, avisa o delegado Wanderson da Silva. Minas Gerais já prendeu 52 cangaceiros nos últimos cinco anos. Entre eles, João Ferreira Lima, um homem que diz ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele matou o senador Olavo Pires, de Rondônia, há 20 anos.

Com frieza, o bandido revela como atirava em carros-fortes: “Primeiro dá um tiro no motor, na frente do motor, e fura o motor para ele parar. Depois você mira e dá no canto do vidro. Não mira no meio do vidro, porque quando você mira no meio do vidro pega no peito do motorista. Então, você acerta em cima para ele saber que perfurou, para ele ter a ciência que perfurou. Enquanto para, aí o pessoal desce, vai lá e manda abrir”, revela.

A polícia prendeu João Ferreira Lima em fevereiro do ano passado, em Tocantins. No carro, uma metralhadora antiaérea e munição. Ele planejava roubar uma tonelada de ouro na Venezuela. Foi condenado a 113 anos de prisão por roubo, sequestro e assassinato. Em 2009, os novos cangaceiros agiram em onze estados, principalmente no Maranhão, e roubaram pelo menos R$ 5 milhões.

“Eles crescem porque o mercado é potencialmente muito rico. No Brasil, que é um país que tem 5564 cidades, você tem milhares de cidades que têm dificuldades operacionais, principalmente no que se refere à segurança pública”, afirma o sociólogo.

Em Pedra Branca, os criminosos levaram cerca de R$ 500 mil, de acordo com a polícia. Duas pessoas ficaram feridas e dois suspeitos foram presos. Os aposentados estão desde terça-feira sem receber o dinheiro do mês. As agências só reabrem nesta segunda-feira.

“Eu moro a 49 quilômetros e agora eu fico parado aqui, até segunda-feira. Sei nem se tem segunda-feira, né?”, reclama o aposentado Evaristo Pereira. A paz da cidade de 42 mil habitantes deu lugar ao medo. “Estou assustada com tudo, tomando remédio.Tão cedo não vou ao banco. Não sei se eu tenho coragem”, diz a professora de educação física Eliane de Abreu.
Fonte: G1

domingo, 10 de janeiro de 2010

Segurança nos Aeroportos - Privacidade e eficiência do scanner corporal causam polêmica

RIO - Desde quando um nigeriano treinado pela Al Qaeda conseguiu passar pela segurança do aeroporto de Amsterdã, no dia de Natal, transportando 80 gramas de um explosivo conhecido como PETN, começaram a aparecer países interessados na compra de scanners de corpo inteiro, com o objetivo de reforçar a segurança em seus aeroportos. Mas a tecnologia, que produz uma imagem em três dimensões e desvenda o corpo nu do passageiro, vem causando polêmica. Tanto para organizações que defendem a privacidade, quanto para quem que já se incomodavam em ter de retirar sapatos, cintos e casacos em frente a fiscais de segurança aeroportuária, a adoção desses scanners tem causado fortes reações contrárias.

Um agravante é a incerteza sobre quais substâncias os scanners serão capazes de detectar. Se o próximo terrorista vier com líquidos na cueca ou com um supositório bomba, será que conseguiria embarcar? Os fabricantes das modernas engenhocas não garantem a resposta.

“Agora que uma pessoa perturbada conseguiu embarcar com explosivos dentro de suas roupas, vozes desesperadas querem que a TSA (a agência de segurança de transportes americana) analise as imagens de corpo inteiro de cada passageiro – e isso representa mais de 2,5 milhões de pessoas por dia só nos voos domésticos dos EUA”, denunciou, em comunicado, a ONG União Americana de Liberdades Civis (Aclu)

Os EUA, de longe os mais entusiasmados com a tecnologia, já dispunham de 40 scanners em 19 aeroportos antes do atentado, e anunciaram que, até o fim deste ano, irão instalar entre 150 e 300 novas máquinas. Holanda, França, Itália, Reino Unido e Nigéria também anunciaram a adoção imediata dos scanners. Em países como Suíça e Alemanha, a tecnologia é vista com bons olhos, e os especialistas acreditam que, se for adotada no âmbito da União Europeia, acabará chegando a todos os países do bloco em um prazo entre dois e cinco anos.

O Brasil, que hoje não dispõe da tecnologia, está avaliando o custo/ benefício de um eventual investimento para a compra de scanners e deve anunciar em breve se adotará a medida, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As máquinas custarão entre US$ 100 mil e US$ 170 mil cada, dependendo do modelo.

Como funciona

Existem dois tipos de scanners capazes de ser utilizados em aeroportos. Até agora, os EUA usavam apenas os aparelhos com a tecnologia de ondas milimétricas, na qual duas pequenas antenas emitem sinais de rádio que atravessam tecidos comuns, mas rebatem sobre o corpo para criar a imagem tridimensional. Na tela, a imagem assemelha-se ao negativo de uma foto, com o rosto embaçado para não revelar a identidade do passageiro. Os novos scanners, por sua vez, usam uma tecnologia chamada de backscanner, na qual duas caixas geradoras de raios X emitem ondas de baixa frequência para formar a imagem. Os backscanners, segundo os fabricantes, são mais precisos e oferecem imagens mais detalhadas, capazes de identificar minúsculas anomalias por baixo das roupas.

Incertezas

Apesar da súbita procura pelos scanners, muitos especialistas acreditam que nem mesmo o aparelho mais sofisticado seria capaz de revelar a presença de materiais de baixa densidade, como explosivos em pó ou líquidos, levantando duvidas sobre o real benefício da nova tecnologia.

– Achar que a simples instalação de scanners irá nos proteger do terrorismo é uma espécie de pensamento mágico, que eu chamo de teatro da segurança – afirma Bruce Scheier, consultor de tecnologia da segurança nos EUA e autor de vários livros sobre o tema. – Conseguimos impedir a entrada de armas e bombas em aviões, e os terroristas usaram cortadores de caixa como facas de ataque. Nós tiramos os cortadores de caixa e saca-rolhas, e os terroristas esconderam explosivos em seus sapatos. Tiramos os sapatos e eles tentaram usar líquidos. Proibimos líquidos, e eles costuraram PETN em suas roupas íntimas. Implementamos scanners de corpo inteiro, e eles vão fazer outra coisa. Este é um jogo estúpido que devemos parar de jogar.

Advogados britânicos defensores dos direitos das crianças tambem levantaram a questão de que submeter um menor de 18 anos ao scanner violaria as leis contra a pornografia infantil. Enquanto o país debate a questão nos tribunais, os scanners estão explicitamente proibidos de serem aplicados em menores na Grã-Bretanha.

Defensores

Quem defende o uso do aparelho argumenta que as medidas, se não eliminam, pelo menos coíbem ou dificultam a ação de terroristas. No último episódio, eles tiveram de recorrer ao uso de PETN, uma substancia difícil de explodir, dizem. Além disso, “uma bomba detonando dentro de um avião é a maior invasão de privacidade que uma pessoa pode experimentar”, fulmina Jon Adler, presidente da Associação Federal de Agentes de Segurança dos EUA.

Apesar da polêmica, a submissão aos scanners de corpo inteiro ainda é voluntária nos EUA, podendo o passageiro optar pela revista manual. Os agentes que examinam as imagens produzidas pelos scanners não entram em contato com os passageiros, pois são isolados em uma sala separada do local onde se executam os escaneamentos. Se não encontram nada suspeito, apertam um botão que indica aos outros agentes que o passageiro não representa ameaça. Quanto à questão da exposição adicional a raios X, a Agência de Segurança de Transportes dos EUA diz que as máquinas emitem doses “equivalentes à radiação ambiente absorvida em dois minutos de voo”.
Fonte: Jornal do Brasil

Rondonia - Grupo é preso em fábrica clandestina de dinheiro

Três homens foram presos por fabricação de dinheiro falso, em uma casa em Mirante da Serra (RO). A Polícia Militar descobriu a fábrica na quarta-feira (6) e conseguiu apreender R$ 12 mil em notas falsas e cerca de sete notas de 20 bolivianos até sexta-feira (8).

Segundo a polícia, foram apreendidas notas promissórias, R$ 219 em notas verdadeiras, duas impressoras, cartuchos de tinta, resmas de papel com textura diferente e produtos químicos usados na confecção das notas falsas.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, os três foram denunciados por moreadores de Mirante da Serra por terem feito um arrastão na região. Eles usavam uma motocicleta, que também foi apreendida.

Quando foram localizados, segundo a a PM, o trio tentou esconder as notas falsas. Um deles chegou a jogar o dinheiro pela janela do banheiro.
Um deles será indiciado pela Polícia Federal (PF) por fabricação de moeda falsa nacional e estrangeira. Os outros dois vão responder pelo crime de furto.
Fonte: Correiodovale

São Paulo - Moradores de área alagada enfrentam a polícia

Cerca de 350 manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar na noite de ontem na avenida Senador Teotônio Villela, no bairro Cidade Dutra (zona sul de SP). Os moradores fizeram uma barricada no local com pneus, colchões e móveis estragados pela chuva, que inundou as ruas do local ontem. Eles protestavam contra os constantes alagamentos na região.

Segundo os manifestantes, o protesto começou por volta das 18h e a polícia chegou às 18h30, já atirando balas de borracha. A polícia diz que foi recebida com pedras e que usou bombas de efeito moral para dispersar a multidão. O confronto durou cerca de 20 minutos. Os moradores, então, subiram a avenida Doutor Sebastião Medeiros, em direção à favela Dezenove, se reorganizaram e começaram a soltar rojões em direção à polícia, que reagiu com balas de borracha. O conflito foi dispersado por volta das 21h. Os moradores dizem que uma mulher foi levada a uma unidade de saúde após passar mal com o gás de pimenta usado por policiais.
Fonte: Agora UOL