segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

PMES- PM apreende 20 quilos de pasta-base

A polícia tirou de circulação 20 quilos de pasta-base de cocaína que serviriam para abastecer os balneários do Sul do Estado, durante o verão. A apreensão aconteceu na manhã de ontem, na Grande Jacaraípe, Serra. Quatro pessoas foram presas, durante a operação feita pela Polícia Militar.

Segundo militares, a droga seguiria para Marataízes e Piúma. Cada quilo de pasta-base seria vendido por R$ 12 mil. Cerca de um mês atrás, a polícia recebeu informações de que havia uma movimentação intensa de pessoas na casa, localizada na Rua José Maiole, no bairro São Francisco.

Na noite de sábado, policiais da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) e do Serviço Reservado do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM) cercaram a residência. Ontem, quando um Fiat Uno deixava o imóvel, a polícia fez a abordagem. Numa bolsa preta, havia 10 quilos de pasta-base; e no tanque de combustível, mais 10 quilos.

Foram presos Marcélio da Silva Melo, 29, apontado como o chefe da quadrilha; Fábio Piantavinha Guerra, 28, que dirigia o Uno; Wesley de Oliveira dos Santos, 25, que teria trazido a pasta-base de Minas Gerais; e a mulher de Marcélio, Giselly de Oliveira Fernandes, 24, que teria feito a contabilidade da quadrilha. (Ana Paula Mill)

Acusado diz que mulher é inocente
Apontado pela polícia como o chefe da quadrilha, Marcélio Melo negou que a mulher, Giselly Fernandes, fizesse parte do esquema. “Ela não sabia de nada. Só fazia o que eu pedia. Foi a primeira vez que peguei drogas e deu tudo errado”, afirmou.

A residência onde moravam os suspeitos de tráfico em Jacaraípe, é ampla: dois andares, tem piscina, quintal e pomar, com várias árvores frutíferas. O imóvel estava alugado por R$ 500,00 por mês. Marcélio e Giselly residiam ali havia cinco meses.

No imóvel, a polícia apreendeu fotos do casal durante um passeio no Rio de Janeiro. Nas buscas feitas, também foram recolhidos cerca de R$ 1 mil em dinheiro e cheques no valor total de R$ 814,00.

Fonte: Gazeta on line

PMERJ - PM divulga balanço de ações em morros de Copacabana

A Polícia Militar divulgou balanço das ações realizadas pela corporação nos últimos 20 dias nos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Os policiais apreenderam 38 granadas e 17 armas, entre elas uma metralhadora ponto 30, oito submetralhadoras e um fuzil, que estava na mochila de uma estudante uniformizada de 14 anos.

Entre as drogas apreendidas estão dez quilos de cocaína, 160 pedras de crack e 30 litros de loló. Dois homens foram mortos durante confrontos com os policiais, quatro pessoas foram presas e dois menores apreendidos.

Ainda dentro das ações, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) apreenderam 20 fardas completas da PM no sábado, 19. Os trajes incluíam fardas, botas, cintos e bonés. Eles estavam em um barraco no Morro Pavão-Pavãozinho.

São Paulo - Polícia apreende 122 kg de cocaína na Grande SP

São Paulo - Depois de um mês de investigações, policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) apreenderam 122,9 quilos de cocaína na noite deste domingo (20), na Grande São Paulo. A droga estava escondida no fundo falso de um caminhão-baú estacionado em um posto de gasolina da Rodovia Tancredo Neves, na região de Caieiras.

Não havia ninguém dentro do caminhão no instante em que ele foi localizado. Pouco depois, os policiais faziam uma vistoria do lado de fora do veículo quando um rapaz de 19 anos teria se aproximado e perguntado se eles queriam ajuda para descarregar a mercadoria. O suspeito foi detido.


Fonte: Agencia Estado


domingo, 20 de dezembro de 2009

PMMG - PM de Minas Gerais responsabiliza policiais por obrigarem alunos a tirar a roupa em revista

Três policiais militares de Cássia, no Sul de Minas Gerais, foram responsabilizados pela corporação por terem obrigado 35 estudantes de uma escola pública a ficarem nus durante uma revista policial.

A investigação da polícia aponta que houve transgressão disciplinar dos policiais. Além disso, os PMs serão punidos administrativamente por infração prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, por terem submetido os menores a vexame ou constrangimento. Os estudantes tiveram de tirar a roupa após a direção da escola acionar a pm para verificar o sumiço de dinheiro da bolsa de uma aluna.

No mês passado, o ministério público (mp) denunciou os três policiais militares e o julgamento deve acontecer em janeiro de 2010. A cópia do processo administrativo será encaminhada ao MP de Cássia mas os policiais continuam trabalhando normalmente.

No final de agosto, uma aluna reclamou que teriam sumido R$ 19 da carteira dela e a diretora da escola, Élida Aparecida Brusiquese Garcia, permitiu a entrada dos PMs na escola para a revista.

Élida foi advertida pela Superintendência Regional de Ensino, porque não poderia ter permitido a revista dentro da escola.

De acordo com o delegado, os policiais descumpriram o artigo 232 do estatuto, que diz ser crime submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento.


Fonte: Juridicobrasil

Curiosidade: O carro de polícia mais rápido do mundo - VP F999!!

Polícia do Abu Dhabi escolheu um monolugar de corridas para promover uma campanha de segurança nas estradas.

O Abu Dhabi é apaixonado pela velocidade – o pequeno emirado recebeu este ano a sua primeira corrida de Fórmula 1, no moderno circuito Yas Marina, mas são muitos os pilotos da região ligados a diversas disciplinas do desporto automóvel. A paixão parece estender-se à polícia local, que apresentou recentemente aquele que será, provavelmente, o carro de polícia mais rápido do mundo.

Apesar das luzes azuis instaladas na traseira, o Fórmula 1 F999 (na imagem), construído sob encomenda e incorporando os mais modernos sistemas de segurança, não parece o modelo mais indicado para a polícia. Trata-se de um monolugar de corridas – e a polícia local deixou claro que a sua função não é perseguir criminosos, mas promover a segurança nas estradas locais. “Asseguramos a sua segurança da maneira mais rápida” é a frase inscrita nos flancos do monolugar, que fez uma apresentação no circuito Yas Marina, simulando uma improvável perseguição a um “criminoso” mascarado.

Durante a cerimónia, foi também apresentada ao público uma moto especial denominada “The Falcon”, construída pelos norte-americanos da OCC (Orange County Choppers), que pretende misturar as tradições dos Emirados com a mais moderna tecnologia e design. Mais uma vez, a função da moto é facilitar a aproximação da polícia ao público, sobretudo aos mais jovens, para insistir nas questões de segurança.

A polícia do Abu Dhabi tem-se destacado graças a estas estranhas encomendas – também fazem parte do parque automóvel da polícia um Chevrolet Camaro e um Nissan GT-R. No entanto, a polícia comunitária utiliza preferencialmente pequenas motos eléctricas nas suas funções mais habituais.

Clique aqui para ver o vídeo da festa de apresentação da viatura F999.


Fonte: Autoportal


Segurança Pública - Polícias Estaduais nas fronteiras não é factível


Especialistas reclamam de valor previsto para implantar projeto e questionam ausência de Forças Armadas nos planos do governo. Para eles, uso de polícias estaduais nas fronteiras não é factível

O ex-secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp) José Vicente da Silva afirma que o projeto de Policiamento Especializado na Fronteira (Pefron), do Ministério da Justiça, é “caro e ingênuo”. A proposta, sob a responsabilidade da Senasp, deve consumir R$ 100 milhões no próximo ano, caso consiga angariar recursos do Orçamento de 2010 para implementar todas as ações previstas. O projeto pretende construir bases de apoio na divisa para a atuação de equipes de 46 policiais estaduais treinados. “Querer pegar uns gatos pingados para botar na fronteira é uma trapalhada do ministério que vai custar muito caro”, critica Vicente da Silva, que chefiou a secretaria no governo Fernando Henrique Cardoso.

Para o ex-titular da Senasp, o projeto não envolve as principais estruturas do Estado que atuam na fronteira, como os ministérios da Defesa, por meio das Forças Armadas, e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). “Antes de ser uma questão de segurança pública, a divisa é uma questão de segurança nacional”, argumenta Vicente da Silva. Para ele, é um “chute delirante” afirmar que o programa pode reduzir em até 60% a entrada de armas e drogas no país.

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, delegado federal Rodney Miranda, também se mostrou cético em relação ao Pefron. Embora a iniciativa seja do governo federal, ressalta o secretário, a ação será executada pelas policias estaduais. “Não sei se hoje as policiais estaduais têm pernas para combater a violência urbana e, ao mesmo tempo fechar a fronteira”, justifica o secretário. “Será que há efetivo suficiente para essa tarefa?”, indaga, ao lembrar que será necessário um custeio permanente do projeto.

Produção

Para Rodney Miranda, no caso do narcotráfico, é fundamental combater a produção de drogas nos países da América do Sul. Do contrário, segundo ele, o projeto vai “construir uma represa sem fechar as comportas”. Dessa forma, avalia Miranda, é preciso fortalecer os acordos de cooperação com esses países para intervir na raiz do tráfico. Segundo o secretário, com base em dados da Agência Antidrogas (DEA), estima-se que somente 10% de toda droga que entra pela fronteira Estados Unidos-México, uma das mais vigiadas do mundo, é apreendida. “Por isso os americanos investem no Plano Colômbia”, afirmou o secretário capixaba, referindo-se ao bilionário plano de combate à produção de cocaína do vizinho sulamericano, maior produtor mundial da droga.

Nas contas do governo capixaba, um dos centros de distribuição de entorpecentes no país, a apreensão de drogas tem crescido muito nos últimos anos.

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), que tem acompanhado as tratativas entre as autoridades para implementação do programa, contemporiza as críticas. Para ele, a criação do Pefron não exclui o aumento da presença das Forças Armadas. “Uma coisa não inviabiliza a outra”, sustenta. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da CPI da Violência Urbana, tem a mesma opinião. “Não acho que vamos acabar com o problema das fronteiras. É melhor ter um projeto do que ficar no zero”, defende.


Fonte: Correio Braziliense

Segurança Pública - Sem verba para proteger fronteiras

Ministério da Justiça quer implantar projeto de vigilância nos 11 estados que fazem divisas com outros países. O custo da proposta é de R$ 100 milhões, mas ainda não há dinheiro previsto no Orçamento de 2010, que tramita no Congresso.

O Brasil tem 16,8 mil quilômetros de fronteiras com 10 países, uma distância igual a oito viagens de ida e volta de Brasília a São Paulo. Somente três dos 11 estados fronteiriços, porém, contam com um programa específico de vigilância na divisa: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Para aumentar a presença do Estado na região, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, pretende realizar, até o fim do ano, convênios com todos os governos estaduais por meio do projeto Pefron — o Policiamento Especializado na Fronteira. Falta apenas incluir na proposta de Orçamento de 2010, prevista para ser votada pelo Congresso na terça-feira, mais R$ 100 milhões em recursos para a proposta deslanchar.

A divisa é a principal rota de entrada de drogas e armamentos que abastecem os grandes centros urbanos. O programa do Ministério da Justiça tem duas grandes metas para colocar em prática até o fim do próximo ano: construir as bases de apoio nos estados e iniciar, após o treinamento especializado, as operações permanentes das forças de segurança em cada um deles. O problema é que o projeto, como ainda está na fase de assinatura das parcerias, não possui dotação orçamentária específica — os recursos empregados este ano e os previstos para 2010 são de outras fontes de receita do ministério.

O titular da Senasp, Ricardo Balestreri, reuniu-se na semana passada com o relator-geral do Orçamento de 2010, deputado Geraldo Magela (PT-DF), a fim de lutar por recursos próprios para o Pefron. Presente ao encontro, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da CPI da Violência Urbana, afirmou que Magela não garantiu recursos exclusivos para o projeto no Orçamento. “Defendo a desvinculação, criando uma rubrica própria”, explica Pimenta. “Queremos aprovar um programa permanente, que tenha autonomia.” Procurado na sexta-feira, Magela não retornou às ligações da reportagem.

Especialistas em segurança pública, contudo, criticam o esforço do ministério em conseguir recursos para o novo programa. Avaliam que seria melhor deixar a cargo das Forças Armadas, por exemplo, a vigilância na região (leia mais na pág. 13).

Mapeamento

Gestado desde março de 2008, o projeto inspira-se, com adaptações, nas experiências dos três estados com policiamento especializado. O primeiro passo da Senasp foi estudar a realidade das divisas, com apoio dos governos da região. Os técnicos do ministério descobriram que, exceto as localidades com mais de 50 mil habitantes, os 571 municípios fronteiriços possuem índices de assassinatos maiores do que as demais 1.147 cidades nos respectivos estados. “O homicídio não é um crime federal, mas pode ter vinculação com outros crimes, como o tráfico de drogas e o contrabando de armas”, afirma o coordenador-geral do Pefron, Daniel Meireles da Rocha.

A partir da radiografia de uma região onde moram 10 milhões de brasileiros, o programa decidiu focar em ações para reprimir a criminalidade e melhorar a vigilância. Pelo projeto, grupos de 46 policiais e peritos vão trabalhar em turnos ininterruptos de 15 dias até serem rendidos por nova equipe. Os integrantes das forças de segurança que aderirem ao projeto vão receber, além dos salários pagos pelos estados e do treinamento especial do ministério, diárias de R$ 281. O pagamento da gratificação já ocorre com os policiais que fazem parte da Força Nacional de Segurança como forma de estímulo. Nos próximos anos, novas bases serão construídas e novas equipes, treinadas.

As bases contarão com apoio de helicópteros, lanchas e carros especiais — a escolha dos equipamentos leva em consideração a vegetação e a necessidade de cada uma das divisas. No reforço, há também o Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) — uma das vedetes do programa. As aeronaves, avaliadas em R$ 8 milhões cada, têm lentes ópticas capazes de captar imagens em voos em nível de cruzeiro (cerca de 10 mil metros de altura). Guiados por controle remoto, têm autonomia de 16 horas de viagem e devem ajudar a conter a entrada e a saída ilegais de bens e produtos do país. O primeiro entrará em atividade nos próximos dias na divisa do Paraná, onde está localizada a famosa tríplice fronteira — conhecida rota de contrabando de mercadorias falsificadas vindas do Paraguai.

Biopirataria

O projeto também está de olho no caminho inverso da divisa: a ilegal saída de bens e habitantes do país. Um dos focos é impedir a biopirataria, especialmente nas fronteiras amazônicas, evitando o comércio irregular de mineirais e de madeira. Mas as atenções estão também voltadas para a prostituição e o turismo sexual, evasão de divisas e o aliciamento de trabalhadores rurais para o tráfico. Em todas as ações, as policias Federal e Rodoviária Federal também vão cooperar na troca de informações com os estados.

Para Daniel da Rocha, o programa vai acabar com o paradigma de que estados e o governo federal não conversam sobre segurança pública por terem atribuições constitucionais distintas na questão. “Esse projeto vai acabar com esse paradigma”, aposta. E a meta do Pefron, se implementada, é audaciosa: “Vamos conseguir reduzir em 4 anos 60% da entrada de drogas e armas no Brasil.”

Rota perigosa

Estima-se que deixem o país por ano pelas fronteiras brasileiras:

400 mil veículos roubados e furtados

15 mil cargas roubadas de veículos

125 mil apreensões de entorpecentes e 80 mil armas de fogo recolhidas

33 mil pessoas desaparecidas

A maior parte das fronteiras do país, 9.523 quilômetros (56,42% do total), é de rios, lagos e canais. As fronteiras secas são 7.363 quilômetros (43,58%).



Fonte: Correio Braziliense


Comando de Operações Táticas (COT) - Polícia Federal - Tropa de elite da Polícia Federal é a "Swat brasileira"

BRASÍLIA - O Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da Polícia Federal, tem na vida real uma rotina que raramente se vê no cinema. Silenciosa, discreta e, antes de entrar em ação, praticamente invisível a criminosos, em seus 23 anos de atuação não sofreu nenhuma baixa, nunca matou um bandido sem confronto a tiros e raramente perde reféns. No país da bala perdida, de sucessivas operações desastradas e das execuções extrajudiciais, o COT se transformou numa “ilha” de eficiência da segurança pública.

E não é que falte adrenalina: o grupo executa, em média, 110 operações especiais por ano em diversas regiões do país – uma a cada 80 horas – e fez a linha de frente de boa parte das 1.006 operações que resultaram, nos últimos sete anos, em mais de 13 mil prisões, sem que fosse necessário disparar um tiro sequer para prender corruptos. As exceções são assaltos a banco com reféns, como uma tentativa ocorrida em Maurilândia (GO), em 2005, numa agência do Banco do Brasil. Na ocasião, o COT eliminou quatro assaltantes depois que estes mataram o próprio informante da quadrilha e ameaçaram a vida de vários reféns.

– Usamos a força na proporção necessária. Se um bandido mata alguém, então temos de tomar uma atitude – diz o agente federal Fabiano Tomazi, que durante quatro anos atuou na linha de frente do COT, parte como integrante do grupo de assalto e outra como atirador de precisão, o chamado sniper. Há dois anos fora do grupo, Tomazi é co-autor do livro COT – Charlie.Oscar.Tango, o primeiro relato por dentro das operações especiais da Polícia Federal, escrito em parceria com seu colega de tropa, Eduardo Maia Betini.

Nas chamadas mega-operações contra a corrupção, onde os alvos são pessoas da elite raramente alcançáveis pela lei, os cotianos, como são chamados, normalmente são os primeiros a chegar e, como sempre, de surpresa, para não dar chance de reação e, assim, evitar um confronto sangrento. Mas agem também em ações pontuais e preventivas contra assaltos a instituições financeiras federais, quadrilhas com tentáculos interestaduais ou distúrbios envolvendo indígenas ou invasão a prédios públicos da União.

O preparo dos homens, o planejamento minucioso das ações e o fator surpresa estão na raiz do sucesso operacional. Formado por um seleto grupo de 40 homens, que gastam 70% de seu tempo em treinamento, o COT é o segredo da bem sucedida era que tornou a Polícia Federal a vitrine do combate à corrupção. É uma força móvel de pronto emprego, sediada em Brasília, capaz de se deslocar rapidamente e, em três horas e meia, agir em qualquer ponto do país.

Com mobilidade, armas e equipamentos modernos, além da experiência adquirida junto aos grupos de elite mais fortes do mundo, a tropa é notável mais pelo planejamento do que pelo uso da força. O policial do COT deve ter músculos e nervos fortes, mas a grande vantagem é o preparo intelectual diversificado – com formação acadêmica em várias áreas – e equilíbrio psicológico, aliados ao persistente treinamento e uma forte aversão aos desvios de conduta que se tornaram rotina em outras corporações.

– Que moral teríamos para prender se não tivermos uma conduta reta? – resume Tomazi. Outra preocupação é com os direitos humanos: em vez de matar, como muitas vezes clama o senso comum e se torna a opção equivocada de determinadas políticas de segurança, a satisfação é prender. – Somos profissionais e não justiceiros. Bandido desarmado é bandido vivo.

Nesses 23 anos de atuação, não há entre os policiais do COT registro de nenhum caso de corrupção. A moralidade anda junto com o rigor com que são selecionados os futuros integrantes, mesmo que estes já tenham passado por todos os testes pré e pós-concurso público para ingressar na Polícia Federal. Cerca de 50% dos candidatos não passam da primeira fase e os aprovados sabem que, por mais de um ano, terão uma dura rotina de treinamento cujo ambiente varia da caatinga nordestina, ao pantanal e a floresta amazônica. Só depois da prova de fogo, que pode demorar de um a dois anos, é que o policial poderá tatuar em seu braço esquerdo o símbolo do COT, uma águia carregando um fuzil M-16, calibre 5.56.

A permanência na tropa dura, em média, cinco anos. Depois, seus integrantes retornam às origens ou se dispersam pelo país para ministrar cursos a outros grupos da Polícia Federal ou de corporações estaduais. À exceção de Tomazi e Betini, campeões de tiro entre as forças de segurança, os que passaram ou atualmente integram o COT são rostos invisíveis.



Policiais vão treinar em favela artificial de R$ 900 mil


*© André Dusek

Os 40 homens do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal passam a maior parte do tempo numa área cercada por muro alto de 40 mil metros quadrados no Setor Policial Sul de Brasília, um ambiente impenetrável para curiosos, no mesmo espaço da Superintendências do órgão no Distrito Federal. Lá há tudo o que eles precisam. Mas em janeiro do ano que vem, eles ganharão um espaço a mais para aperfeiçoar o treinamento e tentar se prevenir contra eventuais ações do crime na Copa de 2014 e, especialmente, nas Olimpíadas de 2016: uma pequena cidade cenográfica planejada, de dois mil metros quadrados de alvenaria, que reproduzirá fielmente a favela de um morro do Rio de Janeiro e seu ambiente adverso para uma operação policial.

As obras custarão ao governo federal cerca de R$ 900 mil e representarão a inclusão de um dos poucos ambientes que faltavam para o COT aperfeiçoar o treinamento, embora os próprios autores do livro tenham treinado nos morros ao lado do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar do Rio. A favela cenográfica do COT tem um projeto arquitetônico singular para reproduzir tudo o que um policial enfrenta para prender os traficantes: becos apertados e sem saída, túneis, armadilhas, lajes, rua bloqueada e tudo o que possa caracterizar uma operação de alto risco e requisite também o uso de explosivos. Os treinamentos de subida e descida em favelas vão levar em conta também a ousadia dos criminosos, cujo ápice foi a derrubada do helicóptero da Polícia Civil do Rio, há três meses.

O treinamento em favelas, considerado como um dos mais difíceis, era uma das poucas carências do COT, que desenvolve operações de simulação em áreas urbanas, na selva, na água e no ar. Dotada de circuito interno de televisão para permitir a análise, a favela cenográfica do COT terá toda a estrutura tecnológica e equipamentos para reproduzir um ambiente mais próximo do real. As passarelas, as casas, os telhados serão construídos com o material comum nos morros do Rio. A energia elétrica terá diversos tipos de luminosidade, variando de um ambiente bem claro ao mais escuro encontrado pela polícia.

A estrutura será um complemento à infraestrutura já existente na sede em Brasília onde, de alojamentos a estandes de tiro, os policiais encontram tudo o que precisam para se sentir em casa ou num cativeiro enfrentando a imprevisível reação de criminosos com reféns.



Fonte: Jornal do Brasil


* Pedimos desculpas ao grande fotógrafo André Dusek pelo grave erro cometido quando da postagem dessa matéria. Naquela data, o nome do autor da obra foi imperdoavelmente deixado de ser citado. A referida fotografia tem sua origem em: PICTURA PIXEL. COM, na seguinte URL: http://www.picturapixel.com/?p=3468

Blog Visões de um PM

PMERJ - Unidade de Polícia Pacificadora comemora um ano no Dona Marta



A comunidade em Botafogo está feliz porque vive, há um ano, em clima de paz. O tráfico de drogas procovaca cenas de guerra quase diárias. Por isso, este sábado foi dia de homenagens.

Fonte: G1

PMERJ - Polícia apreende fardas da PM no Pavão-Pavãozinho



Com as roupas, os policiais encontraram uma metralhadora, munição, drogas, rádios de comunicação e até coletes a prova de balas. A polícia investiga se as fardas foram desviadas de algum quartel.



Fonte: G1