terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
PMBA - PMs dançam hits do Psirico para enfrentar carnaval de Salvador
A última música é uma composição em homenagem ao Bloco Os Muquiranas, que desfila com homens vestidos de mulher, preferencialmente de rosa, e que tem a participação de policiais militares.

Auxílio Reclusão - Eles merecem!


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
PCRS - Pelo menos 75% dos homicídios cometidos na Capital continuam à espera de solução
José Luís Costa joseluis.costa@zerohora.com.br
Alarmante levantamento divulgado pelo Ministério Público revela que, dos 1.095 inquéritos envolvendo assassinatos, tentativas de homicídio e suicídio investigados em 2009 em Porto Alegre, a Polícia Civil apontou a autoria dos crimes em apenas 272 casos.
A mais recente estatística sobre a eficiência da Polícia Civil em Porto Alegre revela números alarmantes. Em três de cada quatro assassinatos e tentativas de assassinatos na Capital, investigados em 2009, o autor não foi identificado pela Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD).
Os números significam que, se depender da corporação, 75% desses criminosos ficarão à solta, alimentando a sensação de impunidade e de descrédito nas instituições de segurança pública.
Em média, 350 pessoas são assassinadas a cada ano em Porto Alegre. Deficiências de pessoal e de equipamentos e o silêncio de testemunhas são apontados como as principais razões para o insucesso policial na elucidação de crimes contra a vida. Em maio de 2008, ao analisar a situação de precariedade da DHD, o delegado Juliano Ferreira advertiu:
– É uma bomba que vai estourar em dois anos se nada for feito.
O policial se referia à falta de recursos humanos e materiais que provocava um acúmulo gigantesco de inquéritos à espera de investigação. No ano passado, a Polícia Civil organizou dois mutirões para esclarecer crimes ocorridos em sua maioria em 2007 e 2008, e remeteu a documentação para a Justiça, limpando os armários da DHD.
Baixo percentual de indiciamentos deixa promotores aflitos e revoltados
A bomba estourou sobre as Torres Gêmeas, a sede do Ministério Público estadual. Um levantamento constatou que 1.095 inquéritos (entre homicídios, tentativas de homicídios e suicídios) estavam sobre as mesas dos promotores. Em 823 deles, no espaço destinado ao nome do suspeito do crime na capa do inquérito, a polícia escreveu no máximo duas palavras: “prejudicado” ou “sem indiciamento”.
A inexistência de um indiciado deixa o MP praticamente de mãos amarradas para oferecer denúncia, inviabilizando que o criminoso seja julgado e punido. O clima é de aflição e revolta entres promotores, afogados em meios a pilhas de papéis.
– A violência tende a aumentar. As pessoas vão se sentir estimuladas a agir de novo – lamenta a promotora de Justiça Lúcia Helena de Lima Callegari.
Polícia ainda faz bico para melhorar renda
Cejane PupulinPoliciais civis e militares terão a possibilidade de aumentar os rendimentos e reduzir o número de atividades fora do expediente. De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais, major Júnior Alves Araújo, maioria dos policiais fazem “bicos” para complementar o salário. Para ele, aproximadamente 70% dos policiais militares goianos recebem R$ 2.700. “Não é um salário de fome, mas não dá para adquirir a casa própria”, explica.
A intenção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 41 e da PEC 300, que fixam um piso nacional para os profissionais da área de segurança pública, é coibir os ‘bicos’. A proposta traz em seu bojo o piso salarial para as polícias e bombeiros militares brasileiros estabelecido em R$ 4.500.
Segundo o major Júnior Alves Araújo, não apenas os policiais fazem serviços para complementar o orçamento, professores, guardas municipais também realizam. “São preocupantes os ‘bicos’ pela polícia pela especificidade da função, que compromete a vida”, afirma. Ele explica que a dupla jornada, a de ‘bico’ e do trabalho na corporação, é cansativa e sobrecarrega o profissional. “Se o militar está lúcido, em estado normal não se envolveria na chacina na Cidade Satélite São Luiz, em Aparecida de Goiânia. Ou até mesmo, no homicídio do bacharel em direito Pedro Henrique”, afirma.
O major afirma que grande parte dos trabalhos fora da polícia é em empresas de segurança. Segundo o presidente, com o reajuste salarial em 2006, houve redução dos profissionais que têm uma dupla jornada. “Hoje grande parte voltou, já que o valor se deteriorou”, explica.
O chefe do Departamento de Polícia Judiciária, Josuemar Vaz de Oliveira, responsável por todo o trabalho operacional da Polícia Civil, destaca que a segurança privada feita por profissionais da segurança pública concorre com as atividades desenvolvidas pelo Estado. “Os profissionais questionam a segurança pública quando oferecem a segurança privada. Eles afirmam que o trabalho particular é melhor do que o oferecido pelo Estado, de quem também ganham”, afirma.
O chefe do Departamento de Polícia Judiciária, Josuemar Vaz de Oliveira, responsável por todo o trabalho operacional da Polícia Civil, afirmou que o trabalho em horário de folga dos policiais, seja civil ou militar, não é ilegal. “Não temos controle no que o profissional faz após o expediente de trabalho”, explica. Ele complementa que o “bico” traz consequências negativas para a instituição para a qual trabalham. “No dia seguinte, o profissional não terá a mesma qualidade se tivesse descansado no período de folga da polícia”.
O presidente da União Goiana de Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Luiz de Oliveira, afirmou que são poucos policiais civis que fazem ‘bicos’. Ele relata que muitos trabalham para complementar a renda e que, se melhorar o salário, muitos policiais vão parar de procurar. “A profissão exige exclusividade e dedicação e assim, teremos melhores salários”, conta.
Para ele, o piso salarial do Distrito Federal deve ser enxugado e distribuído pelo País. “O piso para o PM sugerido é de R$ 4.600 e do policial civil é de R$ 7.513.”
“Bico é legalizado”, diz presidente
De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar, Gilberto Cândido de Lima, o ‘bico’ é para complementar o salário. “Hoje o bico é legalizado. Há o banco de horas e as horas extras pagas pelo governo. Esse serviço em algumas unidades é quase que obrigatória, e deveria ser opcional”, relata.
Gilberto relata que é favorável e contra o banco de horas. “Sou contra porque desgasta a tropa, ele não tem a vida familiar e atende apenas o imediatismo. Mas sou a favor porque legaliza o trabalho”, explica. O chefe do Departamento de Polícia Judiciária, Josuemar Vaz de Oliveira, afirma que o banco de horas existe para absorver a vontade dos profissionais que interessam em trabalhar nas horas de folga.
O senador Demóstenes Torres (DEM) é relator da proposta da PEC 41. Segundo ele, se comprovada a insuficiência financeira de algumas unidades da federação para honrar o piso, a União proverá auxílio na complementação dos recursos. De acordo com a assessoria de imprensa do senador, haverá a criação de um fundo para a segurança pública que irá ajudar esses Estados. Ainda não começaram as discussões sobre os valores do mesmo, já que ainda não foi votado em plenário.
Em alguns Estados, o salário irá triplicar e, em outros, no Nordeste, considerada a região mais carente do País, haverá pouco aumento. Um exemplo é o Sergipe, que tem o piso de R$ 3 mil. Por outro lado, no Rio de Janeiro, onde o PM recebe R$ 870.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi procurada, mas não se manifestou a respeito da legalidade dos ‘bicos’ e se o Estado de Goiás terá a capacidade de assumir os novos valores de salários propostas pelas PECs.
Policial federal é morto por outro agente no Rio
Houve discussão e Humberto foi baleado pelo policial federal Leonardo Schmitt, de 26 anos, que estava de férias no Rio e, segundo a namorada da vítima, teria agido a pedido da organização do evento. Humberto, que estava lotado no Aeroporto do Galeão, levou quatro tiros e chegou morto ao Hospital Souza Aguiar.
Fonte: Agência Estado
PMRS - Polícia tenta liberar mulher mantida refém por ex-marido no RS
Desde a manhã de sábado, polícia está cercando uma casa, em Canoas. Homem chegou a atirar e feriu ex-cunhado.
A polícia permanece no entorno de uma casa onde um vigilante mantém a ex-mulher refém, em Canoas (RS), na manhã deste domingo (14).
Ele teria invadido o imóvel na noite de sexta-feira (12), mas a Brigada Militar foi acionada no início da manhã de sábado (13). Desde então, negocia a liberação da refém.
O homem não teria aceitado a separação. Duas crianças que estavam no local e seriam filhas do casal foram liberadas. O vigilante chegou a atirar e um ex-cunhado dele foi ferido de raspão.
De acordo com a Brigada Militar, uma psiquiatra foi enviada ao local para ajudar nas negociações, no sábado. Uma amiga do casal também foi chamada.
Os policiais disseram que o vigilante pensou em se entregar, mas mudou de ideia depois de receber mensagens de amigos que informavam que atiradores de elite estavam cercando a casa e preparando uma invasão.
Durante a madrugada de domingo, os negociadores tentaram fazer com que o homem não caísse no sono.
Fonte: Do G1, em São Paulo, com informações da RBS TV