quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

São Paulo - Troca de nome da PM

PEC exclui mudanças na disciplina e hierarquia
Marcelo Godoy

Apesar da mudança de nome, a nova Força manterá a hierarquia e a disciplina atuais, além de patentes e graduações, componentes eminentemente militares. A própria Proposta de Emenda Constitucional é bem clara nesse sentido ao dizer em seu parágrafo primeiro que "a Força Pública do Estado de São Paulo, integrada pelo Corpo de Bombeiros, constitui a Polícia Militar do Estado e é força auxiliar e reserva do Exército".

Ainda não se sabem os custos da mudança, com a substituição do nome e da sigla PM de documentos, quartéis e viaturas. Em 1970, quando se tornou Polícia Militar, a Força Pública tinha 35 mil homens - hoje tem 95 mil. Havia sido no passado uma força militar. Era o pequeno Exército paulista. Tinha aviação e artilharia. Participou de levantes tenentistas nos anos 1920 - parte de seus homens, liderados pelo major Miguel Costa, ajudou a formar a Coluna Prestes. A derrota da Revolução Constitucionalista de 1932 levou à perda dessa força.

A partir dos anos 1940, a corporação se voltou para o patrulhamento das ruas com a criação do batalhão de radiopatrulha e passou a dividir o policiamento com a Guarda Civil. Ao mesmo tempo em que mudava, as circunstâncias políticas - o governo militar - levaram cada vez mais ao envolvimento da Força com a repressão à oposição, armada ou não, ao regime.

A partir de 1980, consolidou-se a mudança do currículo da academia da PM, com o fim de matérias propriamente militares. Nos anos 1990, vieram o ensino de direitos humanos e a polícia comunitária. Por fim, a mudança de gestão da corporação - planejamento da distribuição de recursos segundo a localização do crime - e a transformação do policial em profissional com saber técnico-científico de segurança completaram o afastamento do tempo em que era o Exército paulista.
Fonte: Estadão

5 comentários:

Joviane disse...

Isto está me cheirando desmilitarização. Aí acaba hospital da PM e todo o resto.

Anônimo disse...

O GOVERNADOR ESTÁ TENTANDO ACABAR COM POLICIA E COM O ESTADO DE SÃO PAULO.SÓ DEUS SERÁ POR NÓS.

Anônimo disse...

QUANTOS BILHÕES SERÃO GASTOS COM ESSA PALHAÇADA.SERÁ QUE NÓS QUE VAMOS PAGAR POR ISSO OU ESTÁ CHOVENDO DINHEIRO AO INVÉS DE ÁGUA.SALVE A POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO E NÃO DO GOVERNADOR.

Anônimo disse...

Na minha opinião, o Governador Serra, está tentando se furtar de arcar com qualquer ônus em uma possivel aprovação da PEC-300, pois se houver Polícia Militar, não terá que pagar nada e como o Corpo de Bombeiros é parte da PM, também não receberá nada. Já no caso da Polícia Civil, que poderia por "TABELA" receber alguma coisa, nada receberá, pois sua designação de atuação é como Polícia Judiciária. Parabens José Serra, vc está mostrando com seus atos o grande amor e respeito que tem por todos os Policiais do Estado de São Paulo e que ainda pretende usufruir dos votos do funcionalismo público paulista para se eleger presidente.

Jesus, chicoteia ele.

Anônimo disse...

FORA GOVERNADOR VAMOS FAZER CAMPANHA POLICIAIS JUNTOS COM SEUS PARENTES AMIGOS VIZINHOS NINGUEM VOTA NO SERRA.ELE SÓ ESTÁ TENTANDO DEIXA OS MILITARES FORA DA PEC300 POR ISSO A MUDANÇA DO NOME SEM FALAR QUE JA CACULA-SE GASTOS DE MAIS OU MENOS 12 BILHÕES QUE PODERIAM SER GASTOS NA EDUCAÇÃO E SAÚDE.